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Eu sei que ando sumida. É natural que todos os blogs tenham um post "eu ando sumida, perdão", né? Eu, pelo menos, já li meu fair share deles, cada um com seus motivos. Mas bom, eu ando mesmo sumida! Gostaria de dizer que foi por causa da minha newsletter, que vingou super (não sei o que escrever naquele troço – dicas serão sempre bem-vindas), mas na verdade... O que será que foi?

E por que deixei de postar tanto no instagram? E não ter ideia do que fazer no snap?

A resposta é: juro que não sei. Estava aqui pensando, nessa manhã de domingo (hei de postar agora - sempre escrevo posts pela metade e nunca retomo, mas a vida né, gente), enquanto olhava esse link maravilhoso que a Analu compilou para a Pólen todas essas famílias felizes, nessa vida louca que é a internet, das pessoas que a gente conhece, das pessoas que viram nossas melhores amigas, das pessoas que a gente não entende como podem ter o mínimo interesse na nossa vida.

Mas aí é que está: vidas são tão interessantes, não é mesmo? A gente adora saber da vida alheia, mesmo que sejam os mistérios daquele seu colega de trabalho que não fala muito, ou daquelas pessoas que nunca vimos na vida real, mas que sabemos de todos os passos pelo Instagram. E onde é que eu me insiro nesse mundo? Por que minha vida seria de mínimo interesse para as pessoas?

Não sei responder, mas o fato é que estou no rolê das internets desde sempre, ganhando coisas maravilhosas (amigas, e não dinheiro). Mas, no último ano, resolvi falar mais sobre amenidades do que exatamente sobre mim. Meus conflitos passaram a ser só meus, e até que na chegada de 2016, eu diminuí o ritmo até mesmo do Instagram, que sempre foi minha rede social favorita. E o que aconteceu?

Sou muito do time que acha que, se compartilhar demais, estraga. Só mostro o superficial, e o que importa acaba ficando pra gente, família & amigos mesmo. Mas então olhando a vida dessas pessoas e famílias maravilhosas me deu tanta vontade de compartilhar mais: do mesmo jeito que tem pessoas que estão ali, obsessivamente torcendo contra e dando F5 para ver se você atualiza, tem um montão de gente do bem que está louco para ver o seu bem, saber como você anda, e como você está.

Então, gente! Estou bem! Tem acontecido um monte de coisa importante na minha vida, uma seguida da outra, dessas que eu não gosto muito de compartilhar. Espera dar certo, né?

Nesse meio tempo, aconteceram algumas coisas:

  • Participei do meu primeiro SPFW! Não como blogueira, mas como parte da equipe da Lenny. Estou muito feliz com meu trabalho de designer de estampas, e não acredito até hoje que está dando certo! Falei um pouco sobre isso na minha news (assina!), mas aqui vai um resumo: é uma loucura, um trabalho enorme, um chororô, um estresse de nascer mais uns 25 cabelos brancos (precisamos falar sobre meus cabelos brancos), um milhão de coisas que dá errado, para, no fim, dar certo. São oito minutos de emoções à flor da pele: meus desenhos ali, sendo desfilados, e mostrados no mundo inteiro! Mas, ao mesmo tempo, não são meus desenhos, e sim o trabalho de toda aquela equipe maravilhosa que deu o sangue junto para aquilo funcionar. Se você quiser ver o desfile, já tem no youtube! (não posso dizer o que desenhei) (mas foram várias coisas legais) (pode ter sido os peixes e o tigre)
  • Durante a SPFW, vi muita gente fazendo snap, o que me deu toda uma perspectiva de outsider. São pessoas, cercadas de pessoas, fazendo vídeos de si mesmas narrando tudo, sem ver o que os outros estão fazendo, 24h por dia. Qual o propósito? Não sei como as pessoas não esbarravam umas nas outras, de tanta gente andando por aí olhando para si mesmo falar. Se isso não é uma grande metáfora do século XXI, eu não sei o que é; mas juro que vou tentar atualizar mais, mostrando as bizarrices de Vovó, ou minha bela face, não sei.
  • Consegui fazer com que uma planta que compramos não morresse, so far, so good;
  • Marcelo está empenhadíssimo no seu projeto do mestrado, mas fico com audição de túnel sempre que ele começa a narrar coisas sobre "revisão sistêmica" "ambiente virtual de aprendizagem". Gostaria de entender mais, mas ao mesmo tempo...
  • Participei de uma seleção super legal, que tinha todas as good vibes do mundo, mas infelizmente não deu certo. Ela está na lista de coisas positivas porque já achei o máximo ter sido cogitada, o que por si só já foi a realização de um sonho.
  • Eu tenho uma sobrinha! Ela é linda!
  • Estamos com uma ultra major novidade, que será incrível, mas essa eu vou esperar dar certo para narrar todas as sagas. Mas coloquem energias de amor, por favor?
  • Fiz a unha do pé, falei com um cachorro maravilhoso na rua logo em seguida, e ele pisou no meu pé sem querer com suas patinhas gordinhas, mas acabou machucando - dois meses depois, minha unha está aqui prestes a cair :) Mas comprei um pacote de bandaids do Star Wars, all was well.
  • Não consigo ler 01 livro com sucesso, terminei de ler a trilogia dos Magicians e detestei amei, por favor alguém nesse mundo tem que ler para poder debater comigo. Não aguento mais estar sozinha.

Consegui fugir para o Ceará num feriado, e teve Beebee no mar


Acredito que esses sejam os tópicos mais importantes (hahah). No mais, sigo trabalhando intensamente, inclusive nos fins de semana, mas tá tudo dando certo. Quero muito aparecer de novo por aqui em breve, contando ótimas novidades e talvez até dando um impulso novo neste blog. Qualquer coisa, sigo tentando juntar três palavrinhas para enviar na news, umas fotinhas pra postar no instagram, e umas selfens no snap. Pode ser que eu continue aqui debaixo da minha pedra. Nunca se sabe.

De qualquer forma, até breve!

Estação Primeira de Nós Dois: DEZ



Parece muito louco que você compartilhe dez (dez!) anos da sua vida ao lado de uma pessoa. E é mesmo. Fiz essa tirinha ontem na aula, porque sempre que o pensamento que estamos juntos há uma década (DEZ ANOS) me bate, eu não consigo deixar de ficar surpresa. Dez anos. Sorrindo um pro outro. Deitados na cama, conversando sobre o dia. Rindo. Gargalhando. Pensando "e se esse filme fosse protagonizado pelo Rob Schneider?". Tendo dúvidas existenciais sobre o almoço e o jantar.

Dez anos de nós. Dá pra acreditar?

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O blog está às moscas, não tenho nenhuma desculpa para dar. Mas se servir de consolo (não serve), tentei fazer uma newsletter, consegui mandar um total de três exemplares, e pode ser que eu apareça por lá esses dias. Eu sei que te motivei bastante, mas assina?

Dois mil e dezeseja

Ou outro trocadilho horroroso da vez

(só eu acho um pavor essa história de trocadilho meio poema? Tipo dois mil e doce, Ser-tembro, Ferve-reiro, dois mil e ter-se, (a)mar o mar, etc?)

2016 começou como uma força da natureza, atropelando tudo que vinha pela frente, eu incluso. Pelo menos me senti assim nessa primeira semana, como quem pega o bonde andando. Não que isso seja ruim, muito pelo contrário: começar o ano com esse pique, uma energia diferente que eu nem sabia que existia, uma subida super alta em super pouco tempo.

Barra-Nova é assim sempre ok beijos
Não costumo fazer textos de retrospectiva aqui (nem em qualquer outro lugar), mas costumava escrever no meu diário (por que todo mundo só chama de journal?) sempre no primeiro dia do ano. Agenda nova, tudo limpinho, e aquela primeira página esperando para você encher de sonhos e vontades. Minha agenda desse ano é da koreia e ela já começou em dezembro do ano passado, que é um pouco o que eu sinto que foi 2016 também.

Depois de um 2015 muito difícil, com um montão de percalços, um sem-fim de saudades, o fim do ano tranquilo era um sossego no meu coração ansioso. 15 dias de praia e tranquilidade no fim de 2015, e mais 15 dias no início de 2016. Mas a vida deu um twist e terminou a temporada antes com um cliffhanger, e do nada, dezembro já parecia um novo começo, e janeiro parece que tem meses. Embora a temporada na praia tenha sido drasticamente reduzida, acho que ela serviu para algumas coisas, especialmente para olhar para si. Percebi que, embora realmente não me identifique com Fortaleza e me sinta um estranho no ninho onde nasci, que meu apartamento e a casa de praia continuam inabaláveis. Entendo a vontade do meu irmão de chegar no aeroporto e pegar o carro direto para a Barra-Nova: não existe um sentimento de raiz tão forte como naquela praia. Sim, sinto falta de casa. Mas minha casa, definitivamente, não é Fortaleza.

Minha mãe, muito sábia, falou que 2015 havia sido bem difícil, mas que alguns anos são assim: anos de plantio. A gente vai fazendo tudo no escuro, sem saber no que vai dar, lotado de insegurança e aflição, semeando o que a gente nem sabe. Aí, numa virada de ano, vem o ano da colheita. Não sei se em 2016 irei continuar plantando ou se já começarei a colher, mas, de qualquer forma, estarei aqui.

E para não dizer que 2015 foi só o terror, eu:

1. Casei
2. Fui morar com meu melhor amigo
3. Mostrei a cidade onde eu vivi para as minhas melhores amigas
4. Percebi que o Rio é minha casa
5. Dancei até de manhã
6. Realizei meu sonho e assisti ao show da minha adolescência
7. Abracei a adolescência tardia e pintei o cabelo de rosa
8. Superei (parte das) minhas inseguranças, e abri meu negócio de convites personalizados

E que em 2016 eu quero:

1. Acreditar mais no meu trabalho
2. Colocar para frente meus projetos de quadrinhos e zines
3. Desenhar mais
4. Ser feliz!
5. Dindi

Acho que tá bom, né?





Assisti "Star Wars: o Despertar da Força", e preciso vir aqui contar

(Sem spoilers, e com muitos gifs do Han Solo, porque sim)



Eu sou fã de Star Wars. Não cresci assistindo, e o primeiro que vi foi em 2002, em umas férias aqui no Rio, onde fui apresentada ao Episódio II, e passei o restante do mês de trancinha padawan. Na época, eu gostei do filme, mas nem me preocupei em saber mais sobre, e nem assisti a continuação. Foi depois de muitos anos que MB e eu decidimos assistir a saga completa: e então, já grande, fui fisgada e apaixonada por essa galáxia far-far away.

Parte disso se deve à minha predisposição a amar sagas de ficção, e embora a única história com naves que eu tivesse visto até então fosse Cowboy Bebop (e amado!), o enredo me cativou. Amei intensamente todos os personagens da primeira trilogia. Mas a outra grande parte de eu ter continuado assistindo e amando se deve, obviamente, ao Han Solo. (abri esse link ontem e até agora não consigo parar de ver)

You've got that face that just says "baby, I was made to break your heart"

Então, sim, fui apresentada à saga pelo meu namorado, mas o meu hábito obsessivo de me entregar a todas as séries que amo (ler tudo sobre, pesquisar teorias, fazer quizzes, comprar 15 camisetas) fez com que eu, sozinha, consolidasse o amor. Eu amo Star Wars. Eu me arrepio e choro ouvindo a música, virei fãnzona mesmo, dei aquela choradinha marota quando soube que iria ter continuação (com o Han! Velho!) e decidi até ir de cosplay para a estreia. Não fui, mas pelo menos fui com o cabelinho da Leia.

Mas o que me deixava mais excitada era a incrível perspectiva de ver algo novo: Harry Potter tem os livros, assim como Game of Thrones. Dessa vez, absolutamente ninguém sabia o que aconteceria, e tudo que começasse a partir da saudosa tela com as letrinhas se afastando era novo. Toda vida que pensava nisso me arrepiava, e quando a música começou a tocar, já estava chorando, hahah.

Já havia gostado, desde o princípio, dos protagonistas serem um negro e uma mulher – embora ache que a Leia já tenha feito muito bem o papel de princesa que não precisa ser salva, esse é o tipo de coisa que é sempre bom ser reforçado. A diferença agora é que a Rey é o centro da história, mais uma garota-que-não-precisa-ser-salva, mas ao contrário da Leia, uma menina que não tem ideia do que fazer, mas que tem uma índole boa, e procura fazer o que acha certo (estamos todas juntas, miga). Aqui tem um texto ótimo falando mais sobre ela. A química entre a Rey e o Finn é maravilhosa, o personagem do Finn é engraçado na medida, e enfim, já shippo horrores.

Aliás, toda a atuação é maravilhosa: Adam Driver como Kylo Ren está incrível. Ouvi vários comentários sobre como ele parece um bobão sem capacete, mas achei tudo isso intriga. Ele tem um je ne sais quoi que combina super bem com as aflições do personagem, uma profundidade que acho que cabe perfeitamente nele. Se fosse um cara simplesmente gato, acho que a reação de todo mundo seria bem diferente.

Os droids estão incríveis como sempre, e já entrei no cinema amando BB-8, pois BEEBEE. Assim como o R2 era maravilhoso, beebee é cheio de personalidade, e fez o cinema inteiro gargalhar e dizer "ooownn" sempre que ele estava magoado.

Informo à todos que Han Solo continua fazendo meu útero urrar.


Mas, o filme. Ele tem todos os elementos para deixar os fãs felizes, e para cativar quem está indo assistir a série pela primeira vez. Acho válido e maravilhoso um filme ter várias referências (12 parsecs, nunca confundam) e detalhes que pertenciam aos originais - mas não quando o roteiro se apoia completamente nos filmes antigos. Me diverti horrores? Sim. Chorei? As duas vezes que assisti. Queria ver de novo? Lógico. Mas não fiquei com a sensação de estar vendo algo novo e inédito, e sim uma releitura da série que tanto amo. Vi uma crítica que falava que o filme era como assistir a um show dos Rolling Stones: maravilhoso, eles cantam os grandes hits que você pagou para ouvir, e inesquecível, claro. Só que fui ao cinema esperando um cd novo dos Stones, e não um Greatest Hits.

Acho que o filme deixou tudo bem construído para uma sequencia maravilhosa, e estou tendo úlceras ao pensar que só vou descobrir o que vai acontecer em 2017. Espero que seja inédito, espero que seja maravilhoso, e espero ganhar todos os funkos que lançarem. E espero que Harrison Ford continue sendo esse presente de Deus.

That's not a skirt girl smile
That's a sawn off shotgun
And I can only hope
You've got it aimed at me
PS.: Se quiserem discutir o filme comigo, com spoilers, podem me chamar!


Rapidão

Queria vir aqui e falar uma coisa rapidinho.



Dia desses, eu estava saindo do metrô, quando tropecei e caí. Mas não caí pouco não, caí muito, caí mesmo, dei uma leve voada antes de cair, o óculos foi para um lado, a bolsa para o outro, e passei aqueles longos segundos eternos no chão antes de umas 5 pessoas pararem para me erguer. Me sentaram no chão. Achei que tinha quebrado o braço e rasgado a minha única calça jeans inteira no joelho - felizmente, nem um, nem outro. Mas enquanto estava parada ali, chorando de dor no braço, e pensando na vida, vi uma perspectiva incrível. Caí no chão, lasquei meu joelho, esmaguei meu braço, ralei minha mão. Mas pelo menos não torci o pé, e já me senti muito melhor por causa disso.

A vida, né? A gente aprende a ver o lado bom das coisas.

Contei para as pessoas, e todo mundo deu risada, porque não se costuma cair com facilidade depois de adulto. Esse ano caí no box, escorregão pesado, daqueles das pernas ficarem no ar, e você cair de costas em câmera lenta e achar, com certeza, que você morreu. E esse dia aí na rua, no metrô de Botafogo. A minha pressão não baixou e não tinha um buraco enorme: eu simplesmente estava andando, e no segundo seguinte, não estava mais. Não tem explicação.

Mas sempre que caio (o que acontece com alarmante frequência), passo uns meses andando olhando obsessivamente para o chão, com o intuito de não cair novamente. Sempre ando olhando para o chão, mas depois de pequenos desastres, não consigo olhar para outro lugar além dos meus pés e onde eles estão pisando. E eis que, desde o dia que caí para cá, já encontrei 110 reais perdidos no chão. Um dia 100, no outro 10. Bolos de dinheiro no chão, onde os que nunca caem nunca se preocupam em olhar.

E então? Se isso não é uma grande metáfora da vida, eu não sei o que é.


Favoritos de Outubro

Tentei fazer esse post dia 31, mas falhei, falhei e falhei miseravelmente. Entretanto, dia 9 de novembro estamos aqui. Vou tentar, juro, ser concisa: vi esse tipo de postagem no blog da Frannerd, e amei. Sempre adoro ler resumos da vida das pessoas, e acho que é uma ótima oportunidade de fazer um desenho pelo menos uma vez por mês, então vou tentar.



1. The Dream Thieves - Maggie Stiefvater
Terminei de ler o segundo livro do Raven Cycle, e estou literalmente poupando. Esse ano está uma grande bosta para leituras, não consegui ler nada de janeiro a junho, e não melhorou muito depois que o casamento passou: mas estou chorando amando sofrendo por Raven Cycle, sentindo todas as emoções maravilhosas de ler uma saga do zero, e por aí vai. 

2. Brownie de microondas na cumbuca favorita
Usei essa receita aqui, e ficou bom demais (só troquei a margarina por 2 colheres de manteiga). Melhor colocar menos tempo e ir olhando, porque quanto mais molhadinho, melhor.

3. Penny Dreadful
Vi a Deborah falando dessa série no facebook, e depois de muita frustração, resolvemos assistir um episódio e dar uma chance. Terminamos a primeira temporada e eu estou gostando?!?! A atuação é maravilhosa, o enredo tem suspense no ponto, e sou eternamente fascinada pela estética da era vitoriana. Fora que o Josh Hartnett ficou um cara lindo com olhos de filhote, e o Sir Malcolm é um velho que dá um senhor caldo.

4. Exposição do Castelo Ra Tim Bum
Fizemos um date num dia de semana para ir ver a exposição, e foi uma experiência super incrível! Adorei principalmente o trabalho de figurino, a construção dos personagens... Amei.

5. Flatform da Melissa e Rosadili da Quem Disse Berenice
Comprei essa Melissa num impulso (depois de meses namorando, mas num impulso), e estou tentando me convencer que ela não é horrorosa. Usei para sair e me senti muito Garota Das Moda, mas ao mesmo tempo estava me sentindo uma fraude, hahah. E o batom líquido da Berê é maravilhoso, recomendo.

6. Show de Bossa Nova no Arpoador
Uma das centenas de comemorações do Rio 450 foi um show de Bossa Nova de graça no parque, e fiquei emocionada de ver ao vivo os Cariocas e o Quarteto em Cy, e uma orquestra! Foi uma noite ótima, a Baby do Brasil também se apresentou (completamente doida), e ainda fiz amizade com um cachorro.

7. Cerveja Goose Island - Honkers Ale + pão com pasta
Estamos ficando experts em cerveja (hahah), e depois de um chopp desastroso de IPA, eu decidi que não iria beber nenhuma cerveja que o IBU (índice de amargor) fosse alto. Entretanto, essa tinha o rótulo muito lindo (#prioridades), e acabamos comprando para provar: ela é super equilibrada, instigante, frutada, e o amargor compensa! Ou seja, o problema não é o IBU, e sim a combinação que fazem. E o rótulo é maravilhoso, né, pfvr.

Aqui no Rio chamam patê de pasta (na cidade de vocês também?), e esse jantar tem sido a nossa escolha favorita, porque é barato e gostoso. As pastas da Le Dépanneur, em Botafogo, são todas maravilhosas, especialmente a de gorgonzola e o Húmus.

Por menos "pfvr pfts"

Esses dias saiu a ~ bomba ~ da menina blogueira super bem sucedida que decidiu largar toda essa vida fake, e que nossas redes sociais são vazias. Essa discussão teve muitos e muitos desdobramentos, sobre como pregamos uma vida que na verdade não é a nossa, sobre como vivemos na era da edição. No dia que essa matéria estourou, eu e minhas amigas debatemos longamente sobre isso, falando especialmente das meninas novinhas que podem vir a acreditar que a vida é isso mesmo.

No texto da Anna, que foi um dos meus favoritos (claro), ela fala sobre a proximidade das blogueiras com a nossa vida. Crescemos tendo ícones atrizes de hollywood e do Disney Channel, e que por mais que fossemos ingênuas, sabíamos que por trás daquelas mulheres tinham uma equipe. As blogueiras, de uns tempos para cá, também: mas o que incomodou sempre é esse ar de naturalidade, esse meio "I woke up like this", quando elas também não saem de casa sem uma equipe de maquiadores por trás. Mas aí chegam não só as blogueiras, mas os nossos amigos do facebook e do instagram: basta uma olhada rápida para encontrar aquele conhecido seu da faculdade que está morando fora, aquela menina que está viajando o mundo, e outra que casou recentemente numa festa maravilhosa.

Mas vamos voltar um pouco:

No começo do ano, quando eu estava muito mal por não ter arranjado emprego ainda (não é que eu tenha arranjado, mas passei a viver melhor com isso), meu irmão compartilhou um texto comigo, na sua forma de dizer calma, pequena padawan, estamos todos juntos nessa. Meu irmão é adulto, casado, empregado, com filho, e disse que também se sentia assim regularmente.

Crescemos acreditando que somos especiais, que merecemos o mundo, e que é só uma questão de tempo até que todo o nosso talento seja descoberto, e finalmente tenhamos um emprego maravilhoso em que vamos trabalhar pouco e ganhar muito, e assim ser felizes o resto das nossas vidas. Claro que isso é uma visão simplória da vida real, e que mais cedo ou mais tarde (mais cedo, por favor) iremos perceber que isso tudo é uma cilada. Só que é nessas horas que entram as redes sociais: você olha para a vida dos seus amigos e acredita, de verdade, que eles estão no topo do mundo, e que você, coitado de você, é um bosta. Todos fazemos isso, e é o eterno olhar para a grama do vizinho.

As redes sociais criam um mundo para a Ana onde: A) tudo o que as outras pessoas estão fazendo é público e visível a todos, B) a maioria das pessoas expõe uma versão maquiada e melhorada de si mesmos e de suas realidades, e C) as pessoas que expõem mais suas carreiras (ou relacionamentos) são as pessoas que estão indo melhor, enquanto as pessoas que estão tendo dificuldades tendem a não expor sua situação. Isso faz Ana achar, erroneamente, que todas as outras pessoas estão indo super bem em suas vidas, só piorando seu tormento.

Na conversa com as minhas amigas, comentamos sobre o fato de, obviamente, só postarmos as fotos de quanto estamos juntas e nos divertindo: viajamos o Brasil, fomos para baladas, nos abraçamos, casamos, rolamos na praia, brindamos com caipirinhas. As pessoas olham essas fotos seguidas de encontrões, e ficam na sensação que somos profundamente felizes: ok, nesses momentos somos mesmo, mas as parcelas de passagem no cartão de crédito cagando o nosso limite, o esporro que você levou do seu chefe por ter imprensado um feriado, a dor da despedida, os choros inconsoláveis nos aviões... Nada disso a gente mostra, claro. Porque editamos as nossas vidas e mostramos apenas o que nos convém, e ao mesmo tempo, esquecemos de pensar que acontece a mesma exata coisa com os outros.

Me preocupa essa grande influencia que as blogueiras tem, porque olha só, eu que nem sou blogueira, recebo comentários de meninas acreditando (mesmo) que minha vida é perfeita.

Vez ou outra eu recebo um comentário dizendo que, depois que a pessoa conheceu eu e Marcelo Bernardo, passou a acreditar mais no amor. Não foi uma, ou duas vezes. Foram várias mesmo.



Mas não somos perfeitos, e nenhum casal é. Nunca demos a entender que somos. As brigas de verdade, os defeitos, tudo isso fica dentro da nossa intimidade, aparentando apenas o que escolhemos mostrar. Anos atrás, resolvemos fazer um projeto em que iríamos expor o nosso cotidiano em primeiros encontros. Tivemos uma briga por causa de uma pizza, sim, mas tivemos outros momentos em que decidimos não mostrar por lá. E não falo apenas dos momentos ruins: não vou ficar citando em blogs os momentos que transamos, por exemplo. Eu só falo do que quero falar. E ele também.

Falei no projeto sobre a diferença do Professor Marcelo Bernardo e do cara com quem eu me casei: eles não são a mesma pessoa. A Gabriela que tem blog não vai admitir que é bagunceira crônica (só em casa, no trabalho já ganhei estrelinha por organização - esse comentário foi só para a minha mãe, que trabalha com RH, não me ligar agora mandando eu tirar), e o Marcelo professor não vai admitir outras diversas coisas. E o mais importante: não vamos compartilhar alguns momentos felizes também, porque eles são só nossos.

No texto da Debbie, do Pequenos Monstros, ela fala sobre ninguém registrar os momentos do cotidiano, e que provavelmente não terão fotos suas pequena fazendo o dever de casa. E eu, cada vez mais, aprendi a apreciar esses momentos do cotidiano, desse começo de vida de casado, em que a vida nunca foi tão terrível, mas tão maravilhosa. Fazer almoço junto, batalhar grana junto, segurar as barras juntos: e não, nunca, ser perfeitos.

Marcelo falou em seus votos (que não, não vou compartilhar aqui) que amar não era acreditar que a pessoa era perfeita. E sim, conhecer todos os defeitos, e mesmo assim decidir que quer ficar com essa pessoa o resto da vida.

Tivemos que abrir mão de muitas, muitas, muuuuitas coisas por termos nos conhecido tão novos e continuado juntos desde então; tivemos que abrir mão de muitas coisas para morar no Rio, e passamos por muitos momentos terríveis. Os momentos maravilhosos, claro, fazem toda a diferença na balança da vida. E se não colocamos fotos juntos no Instagram nos últimos dias, pode ser sim que tenhamos brigado, mas também pode ser que a gente esteja ocupado assistindo Netflix por uma semana seguida, e não faria o menor sentido tirar foto disso.

Fico feliz das pessoas acreditarem mais um pouco no amor por ver a gente junto, apesar de todos os pesares. Não vou me unir ao coro que passou a demonizar as redes sociais, e nem vou rir de quem realmente acredita que aquilo é uma cópia fiel da realidade. Mas gosto de pensar que todos nós podemos sim refletir sobre como estamos nos expondo: meu instagram é aberto para quem quiser ver o que eu quis mostrar. Pode ser que seja o que eu ando fazendo. Mas, ultimamente, os melhores momentos eu tenho guardado só para mim, mesmo.

Porque na real, foto nenhuma ou vídeo nenhum consegue capturar o que você sentiu quando estava fazendo uma escultura de buquê de bunda na praia, ou dançando na cozinha enquanto a água do macarrão fervia, ou quando você soltou aquela piada espontânea que te fez gargalhar com o seu marido por longos momentos. Que tal a gente se ater a isso e continuar vivendo? Deixa as blogueiras fazendo jabá, se elas quiserem.

E é sempre bom lembrar: está todo mundo mal.

Tiramos a foto posada, fazendo cara bonita, mas aí do nada começamos a rir de verdade.
Tirei umas 7 fotos para escolher uma.
O celular dele caiu no chão e quebrou uma semana depois, e tivemos que comprar um barato parcelado porque não temos grana.
Tava faltando pão esse dia, ficamos angustiados tentando pensar no que jantar.
Voltamos a comer miojo porque é muito barato.
Esqueci de descongelar o frango.


25 anos. Mora no Rio de Janeiro, é carioca de alma, mas cearense de coração. É designer e está tentando se encontrar nesse mundo. Sou casada com meu melhor amigo, o Marcelo Bernardo, e mãe da Dindi the Boston.

Gosto de ler, de dormir de rede, de inspirações repentinas e de petit gateau. Mas o mundo seria muito melhor sem aliche gente que fura fila. Ah, e de vez em quando eu desenho.

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