Uma nova perspectiva

Por muitos e muitos anos eu fui abençoada com o que se chama de genética. Por mais que eu comesse, comesse e comesse, eu continuava magra, esquálida. Quer dizer, nunca fui uma tábua, pois sempre tive um pouco de corpo, mas sempre tive a barriga seca e os braços sem uma grama de gordura. Tudo começou a mudar quando, aos 16 anos, eu aprendi a cozinhar. Sempre fui amante de comida (boa), e quando passei a perceber que se misturasse molho de tomate, cebola refogada, tomates cortados e orégano a um simples ovo, já teria uma enorme melhora no meu jantar.

Quatro anos e muitas receitas depois, me perco num penne ao molho de brócolis + gorgonzola, suspiro ao pensar no meu risoto e babo só de imaginar que tem um pedaço de queijo Gouda na geladeira esperando para ser usado. Naturalmente que a minha barriga tanquinho se perdeu nesse meio tempo, e embora não seja classificada como gorda, minhas curvas evoluiram MUITO. Outra coisa que é minha perdição são os doces. É impressão minha ou a globalização favoreceu os açucólotras? (isso existe?) Porque tipo, quando eu era pequena, o máximo de sobremesa que eu via era brigadeiro, pavê e charlote. Não tinha tal coisa chamada brownie, ou petit gateau (que, se existisse, hoje todos estariam entrando no andpetitgateau.blogspot). Hoje sou obcecada, fato.

Eu não tinha notado esse probleminha até:
(1) Minhas calças 38 nem sonharem em entrar;
(2) Um belo dia que resolvi ir para a praia com uns amigos do meu namorado:

Lá, uma amiga dele, que não tem UMA GRAMA de gordura, estava choramingando:
- Ah, eu tenho uma queda por doces, é isso que me lasca.
- Ah, meu Deus, eu também - eu disse, me sentindo um pouco menos deslocada.
- É sério, eu não posso comer nada salgado, que logo em seguida já bate aquela ânsia! Primeiro é uma barrinha de cereal, depois uma pêra, e eu não me contenho se não comer uma maçã...
- ...

E (3), quando eu provava uma calça jeans nova, insegura, pedindo opinião para minha mãe:
- Mas ficou bom?
- Está ótimo...
- Mas é que... Não sei... Não está marcando demais o meu quadril? Não estou muito larga?
- Não, que nada.
- É que eu me olho no espelho e me acho tão gorda. Antes com a roupa certa dava até pra disfarçar, será que se eu colocar um salto, sei lá, alonga... Disfarça alguma coisa?

Aí, meu pai, que não participava da conversa, riu e disse:
- Bom, sua bunda já está indisfarçável.

Então, pela primeira vez nos meus vinte anos, chego no momento crucial da vida de toda mulher: a dieta. Já tentei começar mil vezes e estragar tudo, mas hoje é o dia. Segunda-feira é O dia oficial de começar uma dieta.

Adeus coca-cola em dia de semana, adeus petit gateau, adeus prato gigante de ravioli. Olá, sopa (eca), saladas (ai) e pães integrais. Olá nova tag. Olá suquinho de laranja, barra de cereal e maçã de sobremesa e matéria na capa da revista Leitora contando a minha história de vida. Beijos. Morri.

Dragão Fashion Brasil

Semana passada acabou mais uma edição do Dragão Fashion Brasil, um dos maiores eventos de moda de Fortaleza (competindo com o FMF, que apresenta desfile de marcas mais populares, atores da globo e ex-BBB's. É difícil competir com isso). A grande maioria dos Blogs de Moda CE cobriram o evento, em destaque para as meninas do Morangos VA e a minha amiga Renata.

Como boa estudante de moda, eu acompanhei o evento por fotos, postagens e fui um dia assistir as palestras e os desfiles à noite. Eu ia outro dia, mas na quarta-feira destruí a roupa que eu ia usar e ainda descobri que minha melhor amiga ia embora (mais uma vez) daqui. Então tirei a maquiagem, meu coque banana forjado com ajuda do Petiscos, coloquei um short jeans e minhas havaianas e fui curtir os desfiles na casa dela com uma boa dose de sonhos de moça fiesta.


O desfile da Piorski (desenho da esquerda) foi lindo, todo inspirado em contos infantis. Eu acho que estou me sentindo inclinada a gostar de babados: não está lindo essa saia em tons de sorvete? Estou me sentindo super pastel ultimamente. O vestido em degradê da SiS Couture é o tipo de vestido que eu estou desejando no momento... Leve e feminino! Já estou vendo a minha carteira ficando vazia.

Dos desfiles que eu assisti ao vivo, o melhor foi o do Walerio Araujo.

Ilustração com canetinha fail + photoshop

Meu bem, arrasou.

Lino Villaventura veio "prestigiar" o evento de moda da sua terra pela primeira vez, e apesar do estrelismo (só quem teve acesso à sala foi a imprensa internacional... que eu não tinha nem idéia que vinha pra esse tipo de evento), é claro que deu um show.

E por último, porque eu nunca fui babona, mas dessa vez não tem como evitar: o desfile da UFC no concurso de Novos Talentos. Só pude ver as fotos (de novo, o acidente da calça), mas me arrepiei, me emocionei. Jamais imaginei que um desfile de seis looks feitos por estudantes pudesse ser tão maravilhoso assim, e respiro aliviada por não ter sequer participado. Esse ano o prêmio tinha que ser dessa equipe.



Mais fotos aqui. Achei lindo. E achei luxo poder e sedução o fato que as vencedoras do Brazil's Next Top Model foram as modelos!

Acompanhando o evento, todos nós ficamos exaustos. Esperar os desfiles, pegar fila, sentar na sala e ter que assistir 16 minutos (cronometrados) de propagandas repetidas para assistir a 3 minutos de desfile, para então ter que passar por um amontoado de pessoas desesperadas para sair... Tudo isso, no fim, vale a pena. Os trabalhos são lindos e todos nós ficamos um pouco mais inspirados a seguir em frente. Fazer moda vale a pena :)

25 anos. Mora no Rio de Janeiro, é carioca de alma, mas cearense de coração. É designer e está tentando se encontrar nesse mundo. Sou casada com meu melhor amigo, o Marcelo Bernardo, e mãe da Dindi the Boston.

Gosto de ler, de dormir de rede, de inspirações repentinas e de petit gateau. Mas o mundo seria muito melhor sem aliche gente que fura fila. Ah, e de vez em quando eu desenho.

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Esse blog está vestido com as roupas e as armas de Jorge, porque ninguém há de copiar esses textos e ilustrações sem dar o devido crédito.