Seis coisas que eu gostaria de fazer e ainda não fiz

1. Ir para algum lugar que tenha o céu estrelado perfeito
Nesses últimos meses viajando como uma louca, notei o quanto eu gosto de ficar em lugares amplos, silenciosos e na natureza. É meio estranho e eu nunca pensei que fosse ser esse tipo de gente, mas simplesmente, nada melhor do que uma paisagem linda e muda, o vento e eu. Sempre achei lindo o céu, mas nunca consigo ver as estrelas direito... Quando tinha uns 11 anos, eu estava na minha casa de praia com minha melhor-amiga-pra-sempre (no ano que ela morou aqui) e nós colocamos colchões em cima do carro do meu pai, apagamos todas as luzes e ficamos vendo. Tinha estrelas e foi mágico, mas não tinha todas as estrelas. Então... quero um dia estar num lugar (montanha? deserto?) e ver todas as estrelas me abraçando.

Ocean Sky from Alex Cherney on Vimeo.


É tão... lindo que é irreal! Isso não é photoshop? Is this real life?

2. Acampar perto de algum lago (num país de primeiro mundo)
Talvez tudo tenha começado com o Pateta - O Filme (meu filme favorito enquanto criança junto com Sonho de Verão e Anastácia). Talvez seja culpa só da minha viagem, ainda voltando à minha recém-descoberta paixão pela natureza, descobri que amaria acampar. Perto de um lago. Porque aqui tem muitos acampamentos festas em encontros, acampamento durante o carnaval com a galera, etc. Eu quero um acampamento sem gente barulhenta e jeito de encontro universitário, quero um acampamento numa paisagem linda, em que eu possa fazer uma fogueira, possa ficar observando, possa dormir vendo as estrelas e acordar vendo o orvalho. E sem o medo de ser sequestrada/assassinada a qualquer instante. Ok, vi muitos filmes e li muitos livros, mas viajando pelos Grandes Lagos do Reino Unido, vi várias famílias fazendo isso... Ou seja: é real. É possível. E vai acontecer.

Improvável, mas não totalmente impossível


3. Morar fora durante alguns anos
Penso na Austrália ou no Canadá, que são países bons, organizados e receptivos, que a moeda local não é absurdamente mais cara que o real e também não vão te julgar por estarem roubando os empregos (na minha cabeça, pelo menos). Mas só se for com meu sol-e-estrelas, porque né. Sem ele não tem nem sentido. Fora a liberdade de sair de casa, vivenciar outra cultura, sair um pouco do Brasil... Vamos lá, ainda vai acontecer.

4. Aprender a fazer coisas de mulherzinha: me pentear direito e fazer as unhas

Esse ano investi em produtos capilares e em acessórios, perdi horas da minha vida vendo vídeos de tutoriais no youtube para aprender a ajeitar o meu cabelo. Meu cabelo é uma coisa assim, abusada, que tem dia que está cacheado, outro está inflado e sem forma, no outro está liso-lindo-com-as-pontas-onduladas, outro dia está um rato morto. E, venhamos e convenhamos, eu aprendi a fazer tranças, mas tirando o dia da semana que ele resolve estar lindo, só saio de casa com o cabelo preso. No que alguns chamam de coque prodrinho, mas eu chamo de cocó, ou então de rabo de cavalo (e o rabo as vezes está lindo, as vezes cacheado, as vezes um balão). Preciso aprender a usar uma chapinha, uma escova, um baby liss, e ser diva sempre.

E simplesmente, não consigo pintar as unhas da mão direita. Mas pelo menos aprendi a me maquiar, graças a Dia de Beauté, a Marina Smith e a Julia Petit.

5. Fazer uma roadtrip

Com direito a muitas músicas lindas, fotos magníficas, o sol nascendo na estrada, diversão do começo ao fim e histórias para eu me lembrar pra sempre. E aí nem precisa ser fora não, pode ser pelas praias do Nordeste, pode ser pra onde for... Desde que seja mágico. Mas, para isso, eu preciso perder o medo de dirigir (tirei a carteira, passei três meses viajando e simplesmente voltei a estaca zero... ainda dirijo mal pra c###lho), afinal, regra básica da roadtrip é a alternação da direção.

6. Publicar meu livro
Porque ele já está escrito há anos, e eu sou perdidamente apaixonada por ele. E felizmente não estou sozinha, porque escrevi inteiro com a Monique (melhor-amiga-para-sempre - e, incrivelmente, nós escrevemos igual), então compartilhar um sonho como esses é um bom começo. Esse ano fizemos alguns progressos quanto à publicação, então, quem sabe no ano que vem isso não se realize?

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Mas ainda tem tanta coisa! Ver show da minha banda favorita (Foo Fighters), passear em Londres com meu namorado, me casar, ter vários puppehs, ter uma casa... Enfim. A gente sempre quer fazer alguma coisa. Esse é praticamente o sentido de viver.

Pottermore! Potter! More! Ahh! Brains!



No meio desse ano, próximo ao fim das manifestações da série fatídica que marcou a nossa vida (Harry Potter e as Relíquias da Morte parte II já estreou tem mais de dois meses... quem diria), todos os fãs de Harry Potter se reuniram com um único propósito: roer as unhas em frente ao canal do youtube da J. K. Rowling, onde várias corujas se acumulavam. Pistas foram escondidas pela web e os fãs, unidos numa tarde linda de frenesi que há anos não acontecia, se uniram para desvendar as dicas - letras escondidas numa espécie de google maps de bruxos.

Potter more. Pottermore! More POTTER!

Fiquei com o youtube como página inicial, vendo todas aquelas corujas se amontoarem, contando os dias para ouvir o pronunciamento oficial. Tá, era Pottermore e todos os fãs sabiam disso há praticamente anos, mas o que exatamente significava o Pottermore?


Sabe quando você está olhando os livros das seção infantil da livraria, e se depara com aqueles livros enormes de pop-ups? Onde você pode abrir janelinhas, gigar maçanetas e olhar dentro de armários, e ter uma interação maior com o livro. É isso, resumidamente, que é o Pottermore.

Consegui minha conta com uma amiga LINDA, e fui cheia de expectativa, meio sem saber o que esperar, mas sabendo que ia ficar satisfeita não importava o que fosse (por que eu sou fã e praticamente não sou xiita, então difícil não me agradar). Eu esperava mais um jogo, ou talvez mais uma rede bruxa social, mas o Pottermore é como um artifício a mais na leitura... É o livro do Harry Potter lindamente ilustrado, com coisinhas que você pode explorar, mas sem exatamente muita interação. Você não pode falar com os seus amigos, por exemplo. E é porque você tem uma coruja.


Agora, as partes que tem interação... Fizeram com que eu chorasse de emoção, de tão lindo. Primeiro, a escolha da varinha. O Sr. Garrick Olivander faz várias perguntas para você, nada óbvias, e no fim das contas você recebe a sua varinha, e descobre tudo sobre ela. Sycamore, pena de fênix, ligeiramente elástica, 37cm (minha varinha é um monstro de grande, vai saber). E, além disso, que ela é uma varinha questionadora, louca por experiências novas, perfeitas para donos curiosos e aventureiros.

Na parte do chapéu seletor, de longe a mais sensacional de toda a coisa, o teste é longo e tem que ser respondido com o coração. Eu nunca soube a qual casa pertenceria, e já fiz milhares de testes pela internet, todos dando resultados variados. Grifinória, claro, por ser do Harry, embora nunca tenha me identificado 100%. Não sou exatamente corajosa ou bravia.. Nem exatamente astuciosa, nem exatamente brilhante. Quando vi que a sala comunal da Corvinal tinha que responder uma charada para entrar toda vida, vi logo que ia passar 100% do meu tempo do lado de fora. Sou péssima em charadas. E ninguém quer ser da Lufa-lufa, coitada. Sou criativa, e aí? Para onde os criativos vão?

Vivi com esse questionamento durante todos os anos que estive com o Harry (drama), e vi todas as minhas questões se aproximarem de um fim com a chegada do Pottermore. Era resposta definitiva.


Quando fui selecionada pra Corvinal, fiquei supresa, feliz, tudo ao mesmo tempo (sou fã mesmo, não me julguem), e conforme fui lendo a minha carta de boas vindas as lágrimas começaram a escorrer.
Algumas pessoas podem nos chamar de excêntricos. Mas gênios sempre estão à frente das pessoas comuns, e ao contrário de algumas outras casas que podemos mencionar, nós achamos que você tem o direito de vestir o que quer, acreditar no que quer e dizer o que sente. Nós não somos intimidados por pessoas que marcham num ritmo diferente, nós as valorizamos!

Nunca tinha me pensado como uma Corvinal, mas agora tenho orgulho da minha casa. Tô afim até de comprar uma gravata com as cores e pendurar umas flâmulas no meu quarto.

Esses dois momentos de interação profunda valeram a experiência do Pottermore. Também é possível fazer poções (não muito bem; os gráficos não são perfeitos, vivem travando e o tempo de cura da poção é longo demais - de 85 a 100 minutos - pra nossa vida rápida), duelar (mas o serviço está fora do ar desde que entrei). E a melhor parte: o conteúdo extra! Sim! Disso que é feita a essência do Pottermore, encaixar todo o material que a Jo juntou todos esses anos, enquanto escrevia. No primeiro livro poucas informações extras foram dadas, e eu não vou dar spoiler, mas conhecemos tudo sobre a vida da prof. McGonagall!

Em resumo, o Pottermore é uma experiência tanto para os fãs xiitas loucos por mais, quanto para os que nunca tiveram contato com Harry Potter (oi?) e irão ter uma experiência de leitura mais completa. Eu nunca tinha visto isso antes, e com certeza essa iniciativa deve ser copiada por outros autores... Quem duvida?

Essa mulher é um gênio.
E, poxa, vamos Corvinal! Cadê vocês fazendo poções pra colocar a gente na frente da Sonserina?

Ahh, meu user é PotionSnidget196... Quem também já está cadastrado, me adiciona!

E quem não conseguiu se cadastrar através da Pena para ser um beta tester, as inscrições para o Pottermore estão previstas para abrir no final de outubro, já já (quem sabe no Halloween?). Vai demorar um pouco para todos terem acesso à experiência, mas com certeza está mais perto do que longe! É só cadastrar o email e esperar :)

Carnet de Voyage

Às vezes eu me assusto com a quantidade de coisas que eu escrevo por post. (Daqui a pouco os meus posts terão três páginas) E também me assusto com a quantidade de gente que consegue ler até o final o volume de baboseiras que geralmente vem recheado nesses mil parágrafos que eu tô escrevendo hoje em dia. Enfim.

Pensando nisso, vou fazer um post bem cheio de imagens e sem muita lenga-lenga (dizem).

Antes de viajar, eu passei horas selecionando os cadernos que eu ia levar (alguém mais coleciona cadernos?), pensando nas possibilidades que eu ia comprar lá, e desejando fazer um diário ilustrado. Queria registrar tudo que acontecesse em forma de desenho... Mas cheguei lá e era uma rotina tão rápida que o máximo que eu conseguia anotar eram os meus gastos diários, e deixei a ideia de ilustrar pra lá.

Aí que eu fui com a meta de comprar os outros dois quadrinhos do Craig Thompson (meu ÍDOLO CRAIG TE AMO), e realmente fiz uma peregrinação em busca dos dois, que estavam quase sempre esgotados. Achei Chunky Rice tipo no segundo dia, mas penei pra encontrar Carnet de Voyage. Até que eu consegui!


Os quadrinhos do Craig MEGA me inspiraram, como sempre, e eu decidi perder a preguiça e desenhar.

Depois da aula, num dia, fui até Covent Garden e me sentei do lado de fora de uma feira. Estava de bobeira olhando as pessoas havia vários minutos, ouvindo a música dos músicos incríveis que tocam nas ruas de lá (vai saber, né)... Quando criei a coragem de começar a desenhar.



Nada de ilustrações bonitinhas e bem elaboradas: só um retrato meio tosco, meio torto e tentando ser fiel ao que me rodeava. Aí que foi super divertido e eu passei a tentar fazer um desenho todo dia (levando em conta que faltava uns 3, 4 dias pra eu ir embora).



No dia seguinte fui na British Library, ver as exposições e me proteger da chuva gelada. Impossível conseguir fazer com precisão a arquitetura meio moderna (não gosto de arquitetura meio moderna)... E também morro de preguiça de desenhar muitas pessoas num mesmo desenho.


Não parou de chover, e no dia seguinte fui andando sem rumo e me abriguei num café para tomar um chá inglês (que não tinha tomado ainda). Depois de passar um tempão lá, desenhando, notei que estava do lado da Trafalgar Square. Por causa da chuva, a praça estava deserta... E linda.

Me encostei numa parede, e mesmo numa posição mega desconfortável, comecei a desenhar. Rolou aquela preguiça de fazer o desenho todo, mas de pouquinho em pouquinho fui preenchendo o fundo (coisa que eu MAIS tenho dificuldade de desenhar), e colocando mais e mais detalhes... Desenhei até anoitecer.




E por fim, fui a Kew Gardens (em breve post sobre a minha relação de amor com parques e jardins). Escolhi um banco lindo perto de uma das enormes estufas, sentei e comecei a desenhar. Do nada, a chuva - eu parava - abria o sol - continuava a fazer as folhinhas - chuva de novo... Fiquei nessa até desistir e só ficar olhando mesmo.









Desenhar ao ar livre uma cena da vida real é incrível. Especialmente quando estamos acostumados a desenhar sentados corcundas dentro do quarto, e editar as imagens demoradamente (ou fazer o desenho inteiro) no computador. Sentar e desenhar, sem se preocupar com o tempo ou com nada, é lindo... Estando rodeado de pessoas ou só de plantas (péssimo dia que eu escolhi pra ir ao Kew Gardens, por sinal), é lindo.

Como um dos artistas que tocava na Trafalgar Square disse, no meio da música: Life is beautiful. Mas às vezes a gente só nota isso quando para um pouco.

(Ah, como eu queria ter desenhado desde o começo da viagem)
(E, ai, como eu falo muito)

Sobre a Central Saint Martins e os Cursos de Férias

Foto mais batida de toda a Central Saint Martins

Vou começar a série de posts sobre Londres com a pergunta que não quer calar: se vale a pena fazer os cursos rápidos na Central Saint Martins, como é lá, etc.

Resposta curta: É claro que vale.
Respost longa:
Vale, e vale muito. Depois que eu me formei eu fiquei pensando no que ia fazer, e enquanto não decidia por uma pós-graduação (encontrei algumas, só que eram fora da minha realidade financeira. Quando eu digo minha, sempre quero dizer da minha família, pois como recém-formada e desempregada, eu não tenho dinheiro próprio ainda), comecei a ver esses cursos de verão na Central Saint Martins e me interessar. O preço não era muito caro, tendo em vista o renome da universidade, que em Londres tudo é caro, etc, etc. Os cursos eram de 300 a 500 libras cada um, com duração de cinco dias e com mais ou menos cinco horas diárias e intensivas. Você pode ver a lista completa de cursos de férias de verão da CSM aqui. (também tem de páscoa, e outros... é só dar uma olhada)

Depois de muito pensar e repensar sobre o assunto, decidi fazer três: Digital Print on Textiles, Digital Fashion Illustration and Communication e Children's Book Illustration. Escolhi por afinidade e por questão de bater o cronograma, pois tinha vários cursos que eu tinha vontade de fazer, mas eram muito distantes uns dos outros, etc. Acabou que vários fatores pesaram na escolha, e não somente o fato de eu ter me interessado mais por esses três. Continuando.

O pagamento foi feito e eu recebi umas cartas confirmando cada curso, tudo muito bem explicado, com lista de materiais, mapinha do bloco onde eu ia ter aula, onde eu deveria levar o meu passaporte para eles verificarem que eu era uma estudante regularizada etc. Aí pronto, foi só me preparar para a viagem propriamente dita, e vamos nós a Londres! Na Imigração foi super certo, falei que estava indo estudar, mostrei as cartas que a CSM tinha mandado pra minha casa, e tudo jóia.

No primeiro dia de aula do primeiro curso (Digital Print on Textiles) eu já sabia onde ir, e embora o prédio fosse giga, tudo era muito bem organizado. A gente sentava numa sala enorme com todas as pessoas que iam começar cursos nesse dia, e os instrutores vinham um por vez chamar os alunos de determinados cursos. Tinha que ser assim, porque a universidade é velha e parece um labirinto.

Dos três cursos que eu fiz, dois foram magníficos. O de estamparia (o 1º) era espetacular em termos de infra estrutura. Todos os alunos tinham computadores ótimos, com tablets da wacom para desenhar à sua disposição, e maquinário especializado LIVRE para os alunos usarem. Eu me sentia como se tivesse numa fábrica, porque tinha simplesmente todas as máquinas que eu já tinha visto, todas com instruções de segurança e a possibilidade de você usar. Como era um curso de estamparia, estampamos um monte de tecidos, e não tinha nada de cota, ou quantidade máxima... Era quantos você quisesse fazer. É claro que muita gente aproveitou para imprimir trabalhos antigos e aproveitar para montar portfolio, mas eu não posso tirar a razão deles. Com uma oportunidade dessas, realmente. Além disso, a tutora era designer de estampas, e vendia para a Liberty e a Anthropologie, sabia como funcionava o mercado, e dava muitas dicas. Além do fato de Londres ser uma cidade central (por falta de termo), os ex-alunos da CSM são designers famosos que continuam tendo vínculos com a universidade, então se você está no seu primeiro ano de faculdade, tem a chance de trabalhar com grandes nomes da moda, etc. Isso definitivamente é um GRANDE ponto forte de estar estudando nessa universidade.

O de Ilustração de livros infantis também foi fantástico. A tutora era uma ilustradora MUITO talentosa, e tinha alguns livros publicados, então além de técnicas incriveis ela ainda passou muitas muitas muuuitas dicas sobre o mercado editorial. Me sentia inspirada por estar ali, aprendendo tudo aquilo. Cada turno (manhã/tarde) era com um tema diferente, uma nova técnica, e é claro que com o tempo corrido você pode não aproveitar tanto quanto deveria. Eu não fiz um desenho decente numa semana inteira. Mas o curso dá as ferramentas para que você possa construir depois, no aconchego da sua casa, e fazer um trabalho muito melhor agora que você já tem tudo aquilo de informação.

E por fim, o segundo curso que foi... Diferente. O tutor, dessa vez, não sabia o que estava fazendo. Ele trabalhava com outras coisas e não especificamente com ilustração, o nível das pessoas era MUITO diferente e acho que ele simplesmente não sabia como proceder. Acabou que também ficamos conhecendo sobre o mercado da moda, e também aprendi dicas valiosas sobre montar portfolio, apresentação de um trabalho, além de algumas técnicas novas no photoshop e básicas no illustrator (que eu não sei usar direito). Foi ruim? De forma alguma. Mas definitivamente não foi o que eu esperava, e com o dinheiro que eu gastei pagando esse curso, poderia muito bem ter feito outro que poderia ter tido mais proveito.





Ou seja: de qualquer forma, é uma experiência incrível. A dica que eu dou para quem pretende ir é escolher com muito mais critérios o seu curso, procurar alguém que já fez, e sobretudo googlar tudo sobre o seu tutor. Descobrir se ele está dando o curso certo, o que ele já fez, se ele é bom mesmo naquilo que o curso está propondo, e ir atrás. É claro que vale a pena. Só de você estar vivendo uma cultura OPOSTA à nossa (sobretudo se você vive em Fortaleza *rancor*), numa cidade gigante, com pessoas do mundo inteiro... É incrível. E eu faria de novo. Mil vezes. Amanhã. Hoje a noite, pode ser?

Obs: Devo dizer também que, como diriam meus amigos de curso, a moda não te quer. Dos cursos que eu fiz, as pessoas mais legais, o aprendizado mais intenso, tudo... não tinha a ver com a moda. As meninas que fazem curso de modas são magérrimas, antipáticas e vão montadérrimas (afinal, estão em Londres) pra aula. Ninguém quer falar com você porque você se veste normal e não fez aquele penteado desarrumado que em quem é anoréxico fica lindo... E sobretudo porque não está fumando seus cigarros finos (ou ainda enrolando os seus cigarros artesanalmente, vai saber porque) na porta da faculdade. Agora, as pessoas do design, ou que fazem qualquer outra coisa, geralmente são fofas, lindas e simpáticas, prontas para fazer amizade com quem DGAF sobre ser it. Com quem come no almoço ao invés de tomar só missoshiro. Com quem não tem frescura de passar uma horinha sentada no parque, sujando a roupa na grama e sendo feliz.

Obs 2: Mais posts de Londres com certeza virão.



Meu Guia de Buenos Aires - Parte 3





Antes de tudo, devo dizer que se não fosse por esse livro - Buenos Aires, Onde comer bem, bacana e barato - do Alex Herzog, eu não teria ido a nenhum desses restaurantes. E por isso, sou muito grata. Alex, você proporcionou momentos de pura alegria selecionando restaurantes magníficos para quem vai a Buenos Aires!

Ao contrário da maioria das pessoas da nossa idade que viaja com mochilão e com outros propósitos que não comer, eu e o Marcelo fomos com o intuito de passar bem. E isso incluía comer bem, obviamente. Nada de miojo ou macarrão escorrido com pimentão. Antes de sair de casa de manhã, sempre consultávamos o livro pra saber quais restaurantes ficavam perto dos lugares que a gente pretendia ir, marcava tudo no mapa, e tal. Nessa brincadeira, praticamente não comemos nada ruim, almoçando, tomando chá e jantando quase todos os dias em lugares diferentes.

Então quem vai pra lá e também tem objetivos gastronômicos, ou simplesmente não gosta de comer no McDonald's, também procure esse livro. Especialmente porque com as imagens, você se sentirá atraído por outros restaurantes que eu não fui... Enfim. Vamos ao guia.


Os Restaurantes - Ou Onde Comer Bem e Ser Feliz

El Cuartito
El Cuartito é tipo assim, a melhor pizzaria de Buenos Aires. E também a melhor pizza que eu já comi, especialmente porque aqui em Fortaleza, no quesito pizza, é muito fraco. Mas não sou eu que está falando isso: numa pesquisa para descobrir a melhor pizza do mundo, a pizza do Cuartito estava concorrendo, vejam só. E claro, como a maioria das coisas em Buenos Aires, não se paga caríssimo por uma pizza maravilhosa (alô, pizzarias de Fortaleza que cobram 40 reais numa pizza ruim). E ainda é uma pizzaria antiga e tradicional, desde 1934, que os argentinos vão com frequencia assistir o jogo ou tomar sua Quilmes. Como tem escrito lá: A melhor pizzaria graças a você, seu pai e o seu avô.

Mas além da pizza, bom mesmo é a Fogazza. Ou a Fogazzeta com Jamón. Gente, o que é isso? O queijo vem dentro da massa, que é coberta de presunto delicioso e cebola, e é uma coisa tão gostosa.

Nenhuma ilustração em um milhão de anos conseguiria representar a magnitude que é uma Fogazza cortada, com tanto tanto queijo que você nem vê onde o pedaço estava em primeiro lugar.


O que é isso?! Oi?

Café Tortoni


Como já tinha comentado numa outra parte do guia, o que é ir ao Café Tortoni tomar um tradicional chocolate quente com churros? Uma delícia. E o ambiente maravilhoso e antigo... Para completar, só se você ainda quiser ver um tango. Mas o chocolate já é um show a parte. #trocadilhotoscoderevistas

Jardim Japonês
Também já tinha comentado como o restaurante do Jardim Japonês é ótimo. E é tão tradicional que parecia que todas as pessoas que trabalhavam lá tinham origem japonesa, do cara que cobra a entrada para entrar no Parque ($7, se não me engano), ao cara que te diz gentilmente que a espera para uma mesa é de uma hora. E o restaurante estava lotado, inclusive tinha um casamento (?) no dia que nós fomos.

Quando finalmente fomos comer, enrolamos horas namorando o cardápio, até decidir pedir um Gyoza. Um Gyoza é um pedaço do céu, feito de carne de porco cozida, envolta numa massa deliciosa e feita no vapor. Descrevendo assim não é grande coisa, mas acredite em mim: é! Nem me dei ao trabalho de desenhar o Gyoza, porque além dele ter ficado parecido com uma lesma não ia traduzir a maravilha que é um Gyoza. Então. Depois comemos um yakissoba magnífico e uma carne sensacional, e quando a barriga gulosa decidiu que ainda cabia alguma coisinha, resolvemos pedir o tal sushi que o Alex Herzog recomendava no livro. Mas aí já eram quase cinco horas e a cozinha tinha fechado. Quen quen... Vamos ter que esperar até a próxima pra saber qual é a do sushi.

Voulez Bar

O Voulez Bar foi uma paixão. Ele fica numa parte linda de Palermo, próximo a uma boulevard arborizada, e a história é que a dona morava num dos apartamentos na esquina dessa boulevard e ficava os dias olhando para o ponto vazio em frente ao prédio, sonhando com o dia que iria montar um restaurante ali. Que bom que ela montou!


Primeiro, o chá. Fomos lá depois de ter ido no Zoológico, famintos... É uma caminhadinha boa, uns seis ou sete quarteirões, mas vale a pena. Chegando lá, no finzinho da tarde, eu decido tomar um chá e uma torta, que eram especialidades da casa. E o Marcelo diz: vou tomar um café da manhã. Depois de um dia sem almoçar, o que um menino quer é tomar café da manhã duas vezes. Então veio uma refeição deliciosa de ovos com bacon, café com leite, suco de laranja, pãezinhos deliciosos, cream cheese e marmelada... E baratinho. Isso somado ao ambiente simpaticíssimo e o atendimento bom tornaram o Voulez Bar um favorito. Amamos tanto que... Voltamos na última noite para jantar! E foi uma ótima surpresa, porque o cardápio da noite é diferente do diurno. Comemos um super risoto e saímos felicíssimos.

Eu gosto tanto do Voulez Bar que às vezes, em momentos de descuido, quando o Marcelo me pergunta "onde tu quer jantar?" eu respondo que quero ir lá. Coitada de mim. Enfim.

Sirop Folie
Casal cheio de classe se diverte no restaurante chique

Ao contrário do Voulez Bar, que é um restaurante lindo e amigo, aquele que você quer ir sempre e fazer amizade com o dono e com os garçons, o Sirop Folie é um restaurante chique. Mas não é um restaurante chique qualquer... É o irmão mais descontraído de um restaurante ainda mais chique, o Sirop (sem Folie).

Demos muita, muita MUITA sorte. Primeiro porque ficamos meio intimidados em ir para lá, sendo turistas jovens (que, apesar de estarem dispostos em pagar um preço justo por uma boa pratada de comida gostosa, também não ganharam na loteria ou são ricos). Então resolvemos ir no último dia, quando nosso vôo saía de Buenos Aires de tardezinha. Não marcamos antes, mas assim que chegamos, conseguimos uma mesa porque alguém tinha desistido. Oi, argentino que desistiu de tomar seu brunch no Sirop Folie aquele dia, MUCHAS GRACIAS.

Também nem tentei desenhar a comida do Sirop porque... Simplesmente, não ia chegar aos pés do que a gente comeu aquele dia. Eu nunca, nunca na minha vida, comi algo tão gostoso. Todos os sabores se combinavam como mágica, tudo no prato tinha um motivo para estar ali.


Eu comi o ravioli, com recheio de pêra, molho a base de mascarpone e rúcula. Eu odeio rúcula e nunca tinha comido mascarpone, e nem curto pêra. Mas essa combinação deu TÃO certo que o prato é simplesmente indescritível. Era cremoso, salgado, doce, tudo ao mesmo tempo. E a sobremesa também era outra coisa incrível, macia e amarga, mas doce, e úmida... Aaahhh... Eu passei uns bons meses sentindo o gosto magnífico do meu ravioli na minha mente, e mal posso esperar voltar a Buenos Aires e ir no Sirop Folie de novo. Jesus, obrigada.

Edit:
Acho importante comentar os preços. Eu não lembro do preço de tudo, mas lembro claramente do preço da conta do Sirop, que foi o restaurante mais chique que a gente foi (tirando a merda do restaurante que eu citei abaixo)... A conta de entrada (pães e patês que vem sempre, de graça, mas nem sempre são gostosos), três pratos, dois refrigerantes e um chá, e uma sobremesa deu 300 pesos. Dividido por 3 pessoas. Dividido pela metade, porque o peso é tipo cinquenta centavos. Ou seja: foi barato DEMAIS.

Outra coisa que eu lembrei agora: em alguns restaurantes eles cobram na conta uma coisa chamada "cubiertos", que custa sempre menos que $10 por pessoa. Cubiertos é uma taxa que você paga sobre... os talheres. Sim, dá vontade de dizer: quero pagar essa merda não e vou comer com a mão, ora. Mas essa taxa é meio parecida com os 10%... A Morgana, que faz faculdade de culinária e mora lá, disse que tem a regra de, quando o restaurante cobra os talheres (absurdo), ela não dá a gorjeta, a não ser que o serviço seja SENSACIONAL, tipo o do Sirop Folie. Pagamos os cubiertos E a gorjeta.


Restaurantes que você NÃO deve ir

Como disse, tivemos quase nenhuma experiência ruim. As duas únicas que tivemos talvez tenha sido ocasional, talvez tenha sido a noite, ou o garçom, ou o chef que estava de mau humor, ou qualquer coisa assim. Especialmente porque já vi críticas ótimas, e o próprio Herzog também recomendava esses restaurantes... Enfim. Vou citar dois que foram horríveis:

La Cabrera
O restaurante era pra ser A Melhor Parrilla da Cidade, mas por uma enorme junção de acontecimentos, foi um fiasco. Primeiro porque esperamos por três horas para conseguir uma mesa. Três horas. Mas estávamos bem humorados, tomando bons drink (que eles dão porque... sempre tem mil pessoas do lado de fora querendo entrar) e boas linguiças deliciosas com molho. Depois das duas horas de espera, começou a bater um desânimo. A linguiça tava boa, tinha sido de graça, então... por que não ir? Mas quando você já esperou duas hora e meia, você pensa "fiquei até agora, fico mais duas horas, ORA". Bom. Aí que depois de três horas meu ânimo não estava mais o mesmo. O Marcelo e a Morgana estavam comendo chilitos (isso mesmo, CHILITOS) sentados na calçada do restaurante, eu estava com fome, tinha mil pessoas, enfim. Eu estava com fome antes de sair de casa, três horas depois, só podemos imaginar.

Okay. Esperamos. Finalmente, depois de hoooooooooooooras, chegou a nossa vez de sentar. Fomos logo atacando a água que aguardava belamente sobre a mesa, super convidativa, e é claro que pagamos uma baba por ela depois quando veio a conta. E... A comida em si não tava boa. Pedimos um filé e outro corte de carne, mas não estava saboroso. Aliás, estava sem graça. Quando veio a conta, foi caríssimo, ruim, e se eu já estava com o humor meio oscilante da fome e da espera, voltei para casa aos pulinhos.

Ah, mas o Manoel Carlos estava lá também! Ficamos rindo horas imaginando se a próxima novela vai começar em Buenos Aires. Espero que o Maneco tenha gostado mais da comida que a gente. Se na próxima novela acontecer da mocinha conhecer o par romântico enquanto esperava horas em frente a um restaurante, vocês já sabem de onde isso veio.

O Café que Fica Dentro do Ateneo
Pedimos um café e uns pedaços de torta, que estavam horríveis. Tão horríveis que ninguém aguentou comer, com um gosto meio rançoso, meio mofado. E ainda foi caríssimo. Algo do tipo $17 por uma GARRAFA D'ÁGUA. Por favor, né? Por esse preço eu me fartava no Voulez Bar pela terceira vez.

Edit: minha mãe viajou para Buenos Aires recentemente e disse que a torta de limão do Ateneo estava magnífica. Então pode ser que você encontre uma torta de limão magnífica quando for... Ou que você se depare com uma torta meio mofada que ninguém aguentou comer. Corra o risco!

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Endereços
El Cuartito: Talcahuano 937
Café Tortoni: Avenida de Mayo 825
Jardim Japonés: Avenida Figueroa Alcorta / Avenida Casares
Voulez Bar: Boulevard Cerviño 3802
Sirop Folie: Vicente Lopez 1661 - Pasaje del Correo (tel: 48135900 ligue pra reservar!)

Cosplayer & Harry Potter

Ou um post com muitas imagens e alguns resultados da minha Monografia



Quando você tem uns 11 anos e vai para uma festa de aniversário de criança, você fica meio deslocado. Primeiro porque você não é velho o suficiente para conversar com seus primos adolescentes ou adultos, e também porque você não se sente mais criança a ponto de ficar com as crianças assistindo o dvd da Galinha Pintadinha. Mas depois de uma certa idade, você consegue tanto conversar com os adultos quanto escolher brincar, cantar com a Galinha e comer os bonbons da lembrancinha sem culpa. Pode ser meio estranho, mas é assim que eu me sinto usando cosplay de Harry Potter.

Durante muitos anos excluídos da minha adolescência, quando eu já tinha passado da fase de literalmente brincar de Hogwarts com minha varinha de espeto de churrasco (cerne de pelo de unicórnio) decorando todos os feitiços, eu era levada a ter vergonha de gostar de uma coisa "infantil". Claro que Harry Potter não é infantil, e eu NUNCA deixei de ser apaixonada pela série, mas eu nunca tinha sequer cogitado ir de cosplay. E passar vergonha no cinema.

O último filme se aproximava e, com os preparativos da minha monografia, entrevistando todos os cosplayers da cidade, começou a despertar um desejo dentro de mim de... ir de cosplay. Viver aquele momento. Perguntei na entrevista sobre o sentimento de estar de cosplay numa estreia de HP, e tive respostas tão lindas que pensei "é isso... não posso mais adiar". No último filme, eu tinha que ir de cosplay.

Dos fatores que influenciavam na escolha do cosplay, de acordo com os queridos cosplayers alencarinos, estava:
1. Querer ser igual ao personagem favorito;
2. Aparência física semelhante;
3. Querer estar incluso no mundo da magia, mesmo que por um dia;
4. Contribuir para a magia do ambiente.

Bom, meu personagem favorito é o Fred Weasley, seguido pelo Hagrid, depois a Luna e a prof. Minerva. Fred e Hagrid não rolava, e a Luna entrava em conflito com o quesito 2: eu não sou nem um pouco, nem uma grama, parecida fisicamente com a Luna. E também não queria ir de professora, porque meu sonho era ir de aluna, usar a gravatinha. Mas também... Não queria ir de aluna genérica, queria ir de alguém. Alguém que fosse identificável, de preferência.

Aí que a Lavender Brown (Lilá em português... Por que, né?), que aparecia no sexto filme como uma doida, tinha um lenço na cabeça. Aí que minha mãe tinha um lenço do mesmo jeito. Aí que ela usava umas pulserinhas e tinha o cabelo cacheado... Pronto, já tinha decidido.



Claro que a Lilá não é minha personagem favorita, mas eu gosto dela. Primeiro porque ela não é tão imbecil como no filme; e também ela é uma Grifinória. Ela é corajosa, e é nobre. Mas, assim como eu era quando tinha 15 anos, era bem mongol. Tinha uma melhor amiga inseparável, vivia de segredinhos e risadinhas, era muitíssimo interessada em horóscopos, destinos e adivinhações, e um dia deixei de me apaixonar pelos meninos inalcançáveis e passei a notar os garotos comuns, que sempre tiveram perto de mim e eu nunca tinha notado. De repente, eu tinha mil coisas em comum com a Lilá.

Aí né, vamos pro cosplay: meia calça já tinha, blusa branca minha mãe já tinha, o lenço também, troquei o sapato feio por uma bota e decidi usar meu maxi cardigan ao invés do oficial, para economizar (truques fashionistas, beijos). Mandei fazer uma saia que não deu certo, e acabei achando uma na Renner por tipo 20 reais, tamanho 48, que eu mesma ajustei. E encomendei a gravata pelo mercado livre...

Mas e a varinha?



Se fosse pra comprar uma varinha, eu compraria a do Fred (ahh, Fred!) e não a da Lilá. Mas aí ia ser caro, podia não chegar a tempo... Decidi fazer mesmo. Pedi para minha mãe levar na empresa dela, onde tinha ferramentas, pra alguém cortar o pincel e unir a varinha. Ela me volta, morrendo de rir, com uma... vassourinha. O cara achava impossível eu querer unir os dois cabos, que coisa mais... sem propósito! Tivemos que comprar OUTRO pincel e ir num marceneiro, ficar do lado dele, enquanto ele cortava e colava. Ainda assim, quase que ele cola errado e eu volto pra casa com mais uma vassourinha.

Aí pronto, varinha na mão, fiz as pulseirinhas e o anel que ela usa, e como boa viciada em beauté, fiz o teste de maquiagem (que sempre faço quando vou a qualquer festa ou acontecimento, haha). Era só esperar o dia!



Tive uma crise de identidade na hora de me vestir, achando que eu não devia ir de Lilá... Mas mudei de ideia. Na hora que fiz as tranças e coloquei o lenço, comecei a sorrir. E fui sorrindo até o Iguatemi ver o filme. Passou o nervosismo (eu estava um caco nos dias que se antecederam com a perspectiva do fim), passou tudo. Andei pelo maior shopping de Fortaleza com varinha na mão, sorrindo morta de feliz... E passei duas horas suando na fila sem ar condicionado, ainda morta de feliz.

(Tem um cartão no chão! Hahahah! Acho que é meu cartão da Saraiva)

E passei o filme inteiro aos prantos. Foi exatamente assim, exatamente:



Não dá para descrever a sensação que eu senti quando as luzes se apagaram: eu já tinha começado a chorar. A logo do Harry Potter foi a gota d'água pro choro virar um pranto. Chorei quando vi a Luna. Chorei por tudo. Consegui parar de chorar no final, quando comecei a vibrar loucamente durante a batalha, mas aí voltei a chorar de novo, claro.

É tipo o fim de uma era. Estou formada, Harry Potter acabou. Não tem mais nenhum jeito do universo me dizer: pronto, você é adulta.

Claro que isso não me impediu de acordar em cima da hora no dia seguinte, vestir o cosplay correndo para ir na estreia, assistir o filme pela segunda vez toda montada. E foi lindo do mesmo jeito. Acabou, mas eu estou feliz :) E vamos pro Pottermore, né?

Obs: O blog agora tem página no Facebook. Curtam! Não me obriguem a usar Imperio em vocês!

Para as Minhas Amigas

Ou: Um post Extremamente Longo e Profundamente Pessoal


Meninas,

Quando eu cheguei na faculdade, há quatro anos já, era uma menina velha e assustada, hahaha. Vinha de um ensino médio cheio de amizades que acabaram sendo desfeitas (por distância física, ou apenas a distância inevitável do crescimento), mas que tinham deixado marcas profundas. A mentalidade dos grupinhos ainda não tinha saído de mim, e um semestre numa faculdade particular apenas reforçara a minha ideia de que... eu conseguia pertencer.

Eu lembro do primeiro dia de aula. Lembro de chegar lá na UFC, minha mãe sorrindo com ares de "você vai adorar isso aí", e eu genuínamente nervosa. (provavelmente de blusa branca e calça jeans, minha farda do começo da faculdade) Encontrei com a Nina, trocamos um olhar esquisito, e pronto. Ela tinha aquela cara de quem sentava no fundo da sala e vivia matando aula, vivia indo pras festas. Ou seja: nada a ver comigo. A benção da UFC é justamente essa: ao conhecê-las, vi que praticamente ninguém tinha nada a ver comigo. Éramos todas completamente diferentes uma das outras, eu excessivamente nova, além de tudo.



Lembro de conhecer a Flávia e a Rafaela, logo de cara. A Flávia eu tinha visto no orkut, e pela foto, pensei que ela fosse uma daquelas gatas da praia que vivem bronzeadas e são de bem com a vida - que nem a Veve. A Rafa tava com uma mochila que tinha um botton do Naruto. Eu nunca gostei de Naruto, mas pensei: ok, essa aí é das minhas. Felizmente, não me enganei! Hahah! Também logo descobri que a Flávia não era uma gata da praia, mas que também vinha de uma história de amizades muito parecida com a minha... E que nós éramos muito parecidas. Mas aí que reside toda a diferença, toda a mudança: a Gabriela de 16 anos ficaria num grupinho, olharia torto para as outras. E provavelmente foi isso que eu pensei na época, sem ter a menor ideia que acabaria amando todas vocês.

A Nina, que sentava no fundão, tinha uma cara de drogada, cheia de tatuagens, andava e falava como um moleque. Uma conselheira linda, amiga de milhares de risadas, conversas sobre a vida, sobre tudo. A Lis, que era (é) esmagadoramente linda, com aqueles olhos claros e aquele cabelo gigantesco e liso. Tinha tudo para ser daquelas meninas que senta lá na frente do colégio, e fica jogando a cascata de cabelo para trás, esnobando quem era diferente (eu). Ao invés disso, uma menina que é um doce, engraçada, bobinha, que ria de tudo... E que também ia ser assim, uma daquelas amigas mais lindas.

A Veve sempre tão boa, sempre tão calma, que sempre cortava as nossas sessões de tesouragem com um "ô gente, não é assim". Super talentosa, desde o primeiro momento. A Van (Branca) também, super talentosa, super jeitosa. Paciente e sempre com ânimo para ajudar quem quer que fosse.

A Tati, contando logo no primeiro dia de aula (eu até lembro a blusa que ela tava usando!) como quase não tinha passado no vestibular, porque tinha ido embora com a prova. Falou daquele jeito dela, nervosinha. Imagina se não tivessem anulado aquela questão de física e a Tati não tivesse passado? Ao lado dela, a Van e a Gabi - Glamour. A Van que era tão quieta, e que depois virou um mulherão, cortando o cabelo e deixando ele cada vez mais lindo a cada semestre. Minha mestra em assuntos do Centro da cidade. A Gabi que adorava usar roupas de cores berrantes, e que hoje também é outro mulherão, divertidíssima, chique, mas que ainda usa aquela mesma mochila querida do começo, toda customizada e cheia de glamour.

A Will e a Kat, com toda a sua calma e serenidade. E com toda a sua calma, também não perdiam um evento estudantil. Como podem ser tão quietinhas e queridas? Tinham jeito de ser estudiosas, sentar no meio da sala, serem legais com todo mundo e legais demais com ninguém em específico. A Will tinha um cabelão e só se vestia de bege - lembro da Nina falando que o sonho dela era ver a Wilma trocando de roupa com a Gabi. Isso provavelmente não aconteceu, mas as duas certamente mudaram muito.

A May e a Jade, que, sem dúvida, ainda são as que menos se parecem comigo. A Mayara e seu jeito simples, direto, desbocado. Tudo pra ela pode ser resolvido de imediato, e é quem sempre põe fim a gritaria (com o seu timbre doce, haha), que, como minha vó diz, vai, faz e acontece. A Jade que sempre tem projetos incríveis, que ela vive mudando, como muda de cabelo (se bem que faz tempo que é ruiva), que tem uma inteligência crítica sensacional. As duas sempre pareceram irmãs pra mim. Diz a Mayara que é a Jade que imita ela. OK.

A Paulinha, que eu me sentei junto logo no começo, e ficamos conversando e falando sobre agendas (?). Só quem venceu o maior medo de andar de avião e subiu no palco para dançar com o seu maior ídolo, a Shakira. A Paula, assim como outras meninas, desistiu do curso... Mas acabou voltando. As outras não tinham nada a ver com a gente, digo mesmo. Mas ela, eu sempre soube que ia voltar. E, para ela que ficou, agora que a gente já tá indo embora, desejo muita força.

Nem sempre foi bom, nem sempre foi fácil. Choramos muito, nos estressamos horrores. As entregas de trabalhos eram estafantes, preencher fichas técnicas pra mim sempre foi motivo de choro e raiva. Quem não sabia desenhar também compartilhava da dor de ter que fazer 20 (40, na época do famigerado Jops) croquis. Passamos por eventos, backstages, excursões falidas à fábricas. Mas também teve muitos momentos incríveis. Não falo nem das viagens (que eu nem fui :( ), nem especificamente das festas, mas sim daqueles momentos bestas. Aqueles que a gente não dá o devido valor, mas que eram mais que especiais. Esperar a aula começar do lado de fora da sala, jogando conversa fora. Sair pra comer um salgado com refrigerante no Obesus. Estar no meio da aula e ver alguém comendo bolo de chocolate, e de repente, sair todas (uma por uma) pra comer também. Ouvir as professoras dizendo "nossa, mas vocês ainda andam juntas!", depois de vários semestres. Claro que andamos. E como não haveríamos de andar?

Por mais que sejamos diferentes (e somos...somos diferentes até demais, beirando o improvável), sempre tivemos amor. E por mais que tivéssemos outras amigas fora da faculdade, por mais que não tenhamos contado tudo umas às outras, sabemos que somos fonte de suporte e conforto uma para a outra. E para vocês eu digo obrigada, por tudo. Sem a presença de vocês na minha vida, para me mostrar como é bom abraçar as diferenças (e por terem abraçado as minhas diferenças também), eu não teria amadurecido e... Me tornado quem eu sou hoje. Ainda bem mais nova que vocês, mas bem menos assustada.

Eu não vou mais voltar ao Pici para assistir aulas... Nem nunca mais vamos nos ver daquele mesmo jeito despreocupado no intervalo das aulas. Mas continuarei sempre aqui, para vocês!

Meninas, vocês têm o meu amor!
Beijos,

Gabi. A Couth, é claro.


Nem todas... Mas lindas!


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E para você, que não é nenhuma das minhas amigas e leu até aqui (uau), e por acaso vai entrar na faculdade, também perca todos os preconceitos. Sorria. Saio da faculdade com um bom conhecimento profissional, mas principalmente com a felicidade de saber que conheci pessoas maravilhosas... E que vou carregá-las comigo o resto da minha vida.

A última carta que eu escrevi desse gênero foi em 2006. Eu estava realmente inconformada com as mudanças, e sobretudo inconformada com a (falta de) capacidade de algumas pessoas que me rodeavam aceitá-las. Hoje, depois de tanto tempo, posso ver as coisas com muito mais clareza. É claro que eu errei, e tinha razão em dizer que sentia muito... Eu sinto muito. Mas, como num relacionamento, às vezes o amor acaba. O sofrimento passa. Tudo sempre passa... O sentimento que fica, claro, é lindo. Tenho as memórias mais lindas de uma adolescência cheia de amor e amizade, adormecida agora, mas para sempre viva dentro de mim. Nunca vou esquecer disso :)

PS: Estou notadamente sentimental. É o fim de mais um ciclo da vida, gente. Relevem. Já já eu volto ao normal!

O Último Dia

Amanhã, dia 16 de junho, é oficialmente o meu último dia de aula. Da faculdade inteira!

Não sei exatamente como estou me sentindo; na verdade, a ficha não caiu ainda. Não vou mais precisar passar duas horas no ônibus (uma pra ir e uma pra voltar), pegando o Borges de Melo I (quantas cenas não imaginei com a cabeça encostada na janela? Quantas cenas não escrevi com a letra tremida e impossível?), correndo no meio do terminal. Não vou atravessar o campus ouvindo "Good Morning Starshine" e cantando a plenos pulmões.

O tempo passa muito rápido. Um dia, eu estava no armarinho comprando meu primeiro material de costura (tesourinha, tesoura grande, linhas... acabei de lembrar que perdi a minha primeira tesoura, e tive que comprar outra tipo no meio da faculdade), no outro eu estava decidindo os aviamentos para as minhas peças que vou apresentar no Trabalho de Conclusão de Curso (vulgo TCC). Foram incontáveis aulas... Professores péssimos, poucos professores ótimos, coisas que ninguém acredita. Tipo quando todo mundo era bicho, no primeiro semestre, e na aula de Desenho o professor ensinou a coreografia para "samba crioula que vem da baía, pega a criança e joga na bacia". Ou tipo quando a professora de modelagem tinha trufas pra vender... as melhores trufas do mundo, hmm....

Também é estranho pensar que você não vai ver aquelas pessoas com as quais você conviveu diariamente durante quatro anos. Vou ter que ficar ligando para as minhas amigas, não vamos mais ter o intervalo para fofocar. E os intervalos que a gente mesmo tirava, no meio da aula, e quando dava conta mais da metade da sala tinha saído e estava conversando?

Não estou muito preocupada com o futuro. Ao contrário de terminar o colégio, que tem aquela pressão horrorosa para passar no vestibular, terminar a faculdade é bem mais light. É tipo ter cumprido a sua obrigação: agora é procurar um emprego, estudar para um concurso, pensar em fazer um mestrado, ou o que o valha.

Engraçado pensar que aos 16 anos, no terceiro ano, ficava com a pergunta: como diabos eles querem que a gente decida o rumo da nossa vida agora? Bom, tenho 21 e não tenho noção do rumo da minha vida. Tenho amigas que nem sequer estão numa faculdade atualmente. A pressão, pelo menos pra mim, passou...

Vou defender a minha monografia semana que vem, mas não estou preocupada. Em Agosto viajo, mas também não estou pensando muito nisso.

O que mais me preocupa é que falta só um mês pra estrear o último filme do Harry Potter, e, meu Deus, tenho minhas dúvidas que meu coração vai aguentar até lá. E, ah, eu vou de cosplay.

O Outro Lado

Posso ouvi-los me chamando. O quarto está escuro, e suas vozes são quase sussurros; mesmo assim, são reais. Não sei ao certo o que querem de mim, só sei que me chamam. Tento procurar a fonte de suas vozes, e tateio pelas paredes cegamente, a procura de algum indício de fuga, alguma chance de saída. Sei que eles estão fora - por qual outro motivo soariam tão alegres?

Meus dedos batem numa superfície fria, e com o tato consigo destinguir uma maçaneta. Uma porta. Agora, as vozes soam mais claras. Estão se divertindo, estão rindo. Aproximo o meu ouvido da superfície (seria de madeira?). Consigo ouvir outros sons, junto de suas vozes, agora tão claras: tilintar de copos e talheres, uma música ao fundo, risadas. Estão numa festa, e eu estou aqui. Eles me chamam.

Aperto a maçaneta com a mão com firmeza: irei atender ao seu chamado. Mas, antes de virá-la, o momento de hesitação. Não sei se devo. O que me espera do outro lado? Não, não posso. Prometi que ficaria ali. Prometi a todos, e a mim mesma, que não sairia daquele lugar enquanto não fosse a hora. Entretanto... Já se passara tanto tempo, como saberei quanto dele ainda falta? Alguém virá me avisar? O que devo fazer?

As vozes me chamam, mais uma vez. A música para. Os barulhos cessam.
Fica no ar apenas um murmurinho, uma respiração lenta e entrecortada, como se o outro lado hesitasse também, à minha espera. O silêncio é ainda pior que o barulho mascarado. O que eles estão fazendo? O que aconteceu com a festa? O que devo fazer?

A hesitação faz com que meus dedos tremam, e a minha respiração comece a falhar. O nervosismo toma conta de mim, mas subitamente, sei o que fazer. Não posso mais esperar. Com uma determinação que certamente não era minha, giro a maçaneta de uma vez. A luz invade os meus olhos. Eu entro.

Sobre o curso, sobre a vida, sobre o Harry Potter

Hoje, participando do Dragão Fashion fazendo um mural no stand da UFC (quem passar por lá por esses dias, irá me encontrar... suja de tinta), uma das bolsistas da minha ex-orientadora (só passei um ano na Bolsa) diz:
- Você tá em que semestre?
- Oitavo.
- Nossa, pensei que você tava no terceiro.

Caramba, eu tô no oitavo semestre. Oi-ta-vo semestre.
E sim, eu estou me formando. E não, eu não tenho emprego.

Esse tipo de sensação, creio eu, é comum nessa época. Estou perdida, obviamente, mas ainda não tive o tempo suficiente para refletir sobre esse assunto. Com dois tccs para fazer (ambos pro dia 9 de JUNHO, ALÔ, DEPOIS DE AMANHÃ), e inventando QUALQUER outra coisa para não sentar na cadeira e fazê-los, é complicado. Simplesmente, esse semestre não vou ter tempo para um blog. Não vou ter tempo para ganhar meu dinheiro pouco vendendo layous. Não vou ter (mais) tempo para ficar rolando na cama e assistindo episódios de Friends na hora do almoço.

Eu amo ter um blog, amo ler o blog de vocês. Os blogs que eu mais leio eu continuo visitando, sem comentar... E eu queria comentar em todos, mas sinto como se tivesse me traindo. Tipo ler pode, mas comentar seria como comer um bolo estando de dieta. Eu.preciso.fazer.meu.TCC.

E nem vou entrar no assunto "estou me formando e não sei o que fazer" não. Minha 'habilidade' para ilustrações é a única coisa que eu sei que quero perseguir, mas tenho certeza que não me dará dinheiro, muito menos agora. O mercado da moda de Fortaleza quer pessoas que entrem no mercado de trabalho com aquele ânimo para copiar as peças de marcas famosas (às vezes, nem famosas), colocar um bordado aqui e ali e pronto, ready to go. Então... Se não é em Fortaleza, será onde?

De qualquer forma, nunca quis ficar aqui pra sempre mesmo.
Mas enquanto essas fichas ainda não caem (as minhas sempre demoram a cair), eu noto como o tempo passa voando. Ontem eu estava entrando na faculdade. Eu já conheço as minhas amigas há quatro anos. Eu já estou na faculdade há quatro anos... Quatro anos, passando uma hora no ônibus para ir, e mais outra para voltar. Escrevendo cenas no ônibus, ouvindo música, cantando, dormindo profundamente, chegando com uma hora de atraso nas aulas. Tendo sonhos e revelações.

Enfim, tudo isso é bizarro.
Posto apenas para dizer: até julho? Irei postar o resto do meu guia, porque procurei horrores informações antes de viajar, e acharia legal ter encontrado todas juntas.

E também para fazer um apelo, escrito em vermelho Grifinória: por algum motivo, meu layout não permite que eu mude a cor dos posts
Por favor, se você já se fantasiou de Harry Potter em algum momento da sua vida para ir à algum evento (como estreia de filmes, por exemplo), responda este questionário. E não precisa ser uma fantasia super elaborada, não. Só de colocar aquele cachecol listrado, um cardigan e um par de botas, e de se achar momentaneamente um legítimo aluno de Hogwarts, já está valendo. Se você conhecer pessoas que também o fizeram, por favor, peçam para que elas respondam! Essas respostas serão uma peça chave no desenvolvimento do meu artigo para o TCC, e eu preciso de um número pequeno, porém significativo de respostas.

Por enquanto, é isso.

Meu Guia de Buenos Aires - Parte 2


City Tour

Assim que você chega numa cidade, é claro que você quer fazer um city tour. Certo? Bom, eu quis, e recomendo. O Gobierno da Ciudad de Buenos Aires tem um autobus (ônibus, no caso) turístico. Funciona assim: você compra os tickets, e tem direito a utilizá-los durante 24h, ou 48h (caso você compre o pacote maior). São 12 pontos especiais na cidade, que o ônibus passa de meia em meia hora. O ponto de saída é na Florida (Florida y Av. Roque S. Peña), que também é onde você compra o ticket. Mais central/turístico, impossível.

Você pode descer onde quiser (eles te dão um mapinha), mas eu sugiro descer nos lugares em que é complicado ir de metrô, ou muito longe para ir de táxi. La Boca, onde tem o Caminito e um restaurante italiano inesquecível (em breve, na parte 3); Recoleta, para conhecer o cemitério, o Shopping Buenos Aires Design (que é vizinho, por sinal); Puerto Madero... Enfim, cabe a você.

Só não dá pra descer na Plaza Itália, onde tem o Zoológico, o Jardim Botânico e o Jardim Japonês, porque esse é um programa para um outro dia inteiro.


Florida

É o passeio mais tradicional turistico, andar pela Florida olhando os homens belissimos (perdão, Marcelo) indo trabalhar de terno, olhar as lojas de couro, andar até a Galerias Pacífico e tomar um café na Starbucks. Eu não recomendo (mesmo) a Florida para compras: tudo lá é caro, e se tem escrito que é um outlet, pode ver que é conversa fiada. É só pra andar mesmo!

E dar uma paradinha básica das Farmacity da vida, na Zara, na lojinha da MAC... E tal.


Zoológico

Você não viveu até ir ao Zoológico, comprar um balde de ração e alimentar os animais na boca. É muito bom! Eu pareço ter 5 anos em todas as minhas fotos, porque estou tão feliz por estar dando comida aos cervos! Se você não gosta da perspectiva de fazer carinho na cabeça de veados-bebê, e alimentar macaquinhos e antilocabras... Coisa mais linda! Ahhh! AHHH!


Por mim eu ia todo mês naquele zoológico. São os $ 29,50 mais bem gastos!
Mas voltando ao passeio em si: o zoológico é enorme, você anda horrores. Tem uma quantidade boa de especies, como tigres siberianos, ursos, leões brancos... E até um urso polar, que dá meio pena, porque é muito quente e o coitado sempre está tão magrinho. Eu gosto muito de ver essas coisas, muito mesmo, então deve ser por isso que eu amo tanto.

Ah! E também tem um aquário, com pinguinzinhos e leões marinhos! Você paga por fora (mas vale a pena também; tá no inferno, abraça o diabo) para ver o show dos leões marinhos (lobos marinos, como eles chamam), e é muito divertido! Eu chorei de rir, haha. Mas sou muito fraca pra essas coisas.

Só tem um defeito fatal, e por favor, Gobierno da Ciudad de Buenos Aires, Direção do Zoo Buenos Aires, resolvam o mais rápido possível.

Não tem uma lontrinha sequer!

todoschora porque não tem lontrismo

Dicas: se estiver fazendo sol, passe protetor solar. Fiquei com as costas queimadas, com a marca do meu vestido, a marca da bolsa e a marca do óculos de sol. Outra dica é comprar salgadinhos, biscoitos e afins antes de ir e guardar na mochila. O tempo lá passa voando (passamos quase cinco horas por lá!), e o almoço é carissimo e péssimo. Um cachorro quente só o pão e a salsicha (sem MAIS NADA) chega a ser $30! Compre doritos e seja feliz tomando pepsi.

Ah.
Não vá ao Jardim Botânico, mesmo sendo perto. É melhor ir em algum parque, alguns dos milhares de parques que tem por lá, porque o Jardim é só um parque fechado. Passei cinco minutos descansando e parti para uma das melhores refeições da minha vida.


Cemitério da Recoleta
Não achei muita graça. As "celebridades" enterradas por lá não nos dizem respeito (são só políticos argentinos e coisas do gênero)... É bonito, diferente, mas é meio (muito) mórbido. Tem caixões e caixões por lá, e embora vários túmulos sejam muito bonitos... É meio bizarro. Vale ir, mas pois é. Não é algo que eu anseie voltar. Carrying on.

Jardim Japonês
Que lugar lindo!



Ao contrário do Jardim Botânico, esse vale demais a ida. Lindo de verdade, super calmo. Um lugar agradabilissimo para passar a tarde, ler um pouco, relaxar e namorar. Vale a pena conhecer, cruzar as pontes e ficar sentada em algum banquinho só olhando a beleza.

E também vale ir na hora do almoço para comer o Gyoza mais inesquecível do mundo! E o melhor, super tradicional.


Feria de San Telmo

Para quem é antiguidades-freak que nem eu, é o paraíso. Meu pai tem a cultura das coisas antigas e preciosas, que passou para mim: me derreto perto de antiguidades, quero tudo! A feira acontece aos domingos, na plaza Dorrego, mas se estende pela Defensa. É o lugar ideal para comprar óculos antigos (eu coleciono, sabiam? Tenho bem uns... hm... er.. 25? 30?) e outros acessórios.

Sobre os preços, é a mesma lógica das feiras de antiguidades em todos os lugares. Se numa barraca vende somente telefones antigos, de todas as sortes, os telefones vão ser mais caros. Se numa barraca vende uma boneca velha, latas enferrujadas, óculos sem perna e um telefone encostado, esse telefone será bem mais barato. É preciso garimpar e ter muita, muita paciência.


Eu amo feiras de antiguidade para comprar quadrinhos, mas não aconteceu dessa vez. É muito bom para encontrar colares, broches e pingentes fofos (que eu também coleciono... opa), e objetos de decoração. Outras coisas que aprendi com os anos (cof cof cof) e com a convivência do meu pai é que, em casos de feiras de antiguidade, o impulso deve falar mais alto. Você dá voz a sua razão e se arrepende amargamente, porque nunca mais vai conseguir encontrar o que perdeu... Pechinche até chorar com os vendedores e compre! Peças antigas são tudo de bom :D

Obs: devia ter comprado uma máquina antiga que vinha numa bolsa à tiracolo de couro que era muito linda. Só pela bolsa já valia a pena! Parecia com aquela da Kate Spade, e era só $100... Ou seja, menos que cinquenta reais. Por uma bolsa linda e uma câmera que ficaria linda como decoração. Enfim.


Outlets

Um passeio super válido, procurado por 10 em cada 10 brasileiros que vão para Buenos Aires. Os outlets ficam nas proximidades da Aguirre com Gurruchaga, e alguns estão na Córdoba (como o outlet da Complot, uma das minhas lojas porteñas favoritas). Evite ir nos fins de semana, que, por algum motivo (já que quem está lá está de férias, né), está lotado de brasileiros se estapeando por uma camisa lacoste tamanho 5.


É o tipo de passeio para ir no ultimo dia de viagem, com o resto dos pesos, e acabar todos por lá mesmo! Hahah! Dessa vez, eu tive a chance de ir duas vezes (uma logo no comecinho da viagem, com a minha mãe, e outra no último dia, com o Marcelo), que é o ideal. Ideal porque você tem a chance de se arrepender de não ter comprado tal coisa e comprá-la quando voltar!

Arrematei duas sandálias numa loja que eu já tinha comprado (a Viamo, que fica perto da Via Uno, mas que felizmente não são a mesma), e as duas saíram por muito menos que cem reais. Alô, uma havaiana com glitter e penduricalhos custa cinquenta reis.

Só preste atenção na qualidade das roupas, porque às vezes o barato sai caro. Evite as roupas rasgadas e furadas, mas se forem muito baratas, baratas MESMO (tipo $10! DEZ PESOS, não paga nem a costura), veja se não tem um conserto! Haha! Eu comprei um vestido com dois rasgos, remendei facilmente na costureira e ele é super um vestido coringa.

Guias com a localização das lojas tem muitos, muitos mesmo no google. Eu sou partidaria de ir para lá e entrar nas lojas cujas vitrines agradem, mas com um pouco de informação! Então procurem antes de ir. As minhas lojas favoritas falarei numa parte aí desse guia :D


Museu dos Beatles

Rodolfo Vasquez tem a maior coleção dos Beatles da América Latina, que vão desde chicletes Beatle a cheques assinados por eles. Não é um museu muito grande, apenas uma exposição da coleção do cara... que é enorme, mas só consegue encher uma sala. Mesmo assim, é muito divertido ir olhar tudo, tirar fotos. Do lado de fora do Museu, funciona o Cavern Buenos Aires, e acontecem ocasionalmente show cover dos Beatles.

O Museu fica num shopping ao ar livre escondido no calor infernal da Av. Corrientes, o Paseo La Plaza, que por si só já é um lugar bem agradável. Vale a ida para conhecer o Museu e passar um tempo nos barezinhos ao ar livre :)


Tango

Quem vai pra Argentina, geralmente quer assistir um Tango. É que nem vir ao Brasil e não ver um Samba. Não comer uma feijoada. Enfim.

Em vários e vários lugares, a dica é a mesma: não pague (caro) para ver um tango, quando os argentinos dançam de graça na rua. O que é verdade: eles dançam, os argentinos que estão em volta cantam as músicas do Sr. Gardel, fazem cara de sofrimento (o que eu adoro, porque depois de tantos filmes de dança assistidos, o que fica é que dançar não é só decorar os passos... As dançarinas de tango SOFREM, sofrem mesmo. Parece que vão morrer ali caidas no chão agora mesmo de tanta dor de cotovelo) e se enlaçam. É lindo.

O que eu ouvi falar é que uma amiga minha foi nesses shows de tango hollywoodianos, mas que demorava mil horas e a comida era ruim. Do gênero que você fica batendo palma implorando para que acabe, e as pessoas continuam. Não sei se é sempre assim, hahha.

Eu fui no tango do Café Tortoni, que vale demais a visita por si só. Você vai antes e garante os seus ingressos, e retorna à noite para assistir ao show. É muito bom para quem gosta de ver danças, e teve alguns momentos muito bons e divertidos. E o melhor: o chocolate quente de lá, com churros, é o melhor chocolate que eu já tomei.

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Ufa!
Ficou gigantesco! Espero que vocês tenham conseguido ler até aqui, mas é porque tem muuita coisa para falar sobre Buenos Aires... :) Queria ter postado antes, mas estive sem computador (aliás, ele está numa oscilação horrível), e acho que vou dar um intervalo com posts 'normais' antes de postar o resto.

E o demônio do TCC começa a me perseguir... Por favor, caro leitor estudante: se você estiver com disponibilidade, por favor, preencha esse questionário! É muito importante para o meu trabalho... Obrigada :D

Ah, sim: as fotos de Santelmo são todas do google, porque nesse dia não tirei nenhuma foto (?). Se você é o dono delas, pode avisar que eu ponho os créditos :)

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Endereços:
City tour: Av. Roque Saenz Peña, 846 (com Av. Florida)
Zoológico: Na Av. Gral Las Heras, na Plaza Italia
Cemitério Recoleta: Junín 1760, em frente à praça Intendente Alvear
Jardim Japonês: Avenida Figueroa Alcorta / Avenida Casares
Feria de San Telmo: Plaza Dorrego / rua Defensa
Outlets: Aguirre com Gurruchaga
Museu dos Beatles: dentro do shopping Paseo La Plaza - Av. Corrientes, entre Rodrigues Peña y Montevideo
Tango no Café Tortoni: Av de Mayo, 825

(meu) Guia de Buenos Aires - Parte 1


Eu não conheço quase ninguém do Brasil que nunca tenha considerado ir a Buenos Aires. O preço é super (ultra)(master) convidativo, é super perto, é uma cidade bonita, considerada a Europa da América do Sul, etc etc. E de fato, Buenos Aires é tudo isso! É claro que quem pode ir pra Europa todo ano com folga ($$$) provavelmente não vê muita graça, mas como a maioria das pessoas não pode se jogar nas compras com Euro e nem viajar todo ano, taí nossa querida vizinha porteña.

Com as passagens de avião promocionais por R$ 50 reais a ida (CINQUENTA REAIS), e o peso a $2,40... Por favor, né. (Não foi o meu caso pois viajei com milhas, mas a passagem que comprei ano passado custou menos do que se eu tivesse decidido ir visitar a minha avó no Rio de Janeiro)

É a segunda vez que eu vou, e é claro que eu penso em voltar mais vezes, fazer outros passeios, os mesmos passeios mais uma vez, conhecer aquela lojinha nova, desvendar os novos produtos de make...

Vou dividir esse "Mini Guia" em três partes (além dessa, com dicas iniciais): passeios, compras e restaurantes. Mas vou tentar postar logo, porque conheço pessoas que vão viajar para lá e já estão me cobrando (como certas ruivas), e porque se eu for demorar muito vou esquecer tudo, hahah.



Lembrando que eu vou expressar a minha opinião, que obviamente, não é a voz da razão. Sintam-se livres a adicionar essas dicas às (milhões de) outras dicas que existem na internet! E vá para Buenos Aires - como diz o meu instrutor da autoescola - na certeza e na segurança!

Algumas coisas que você deveria saber/que já me perguntaram:
Onde é melhor ficar?
Depende muito do que você quer. O ideal é ficar mais no centro, em alguns mapas a área se chama San Nicolás, em outras Microcentro, ou até Bario Norte (hm?), mas bom, no centro. É lá que estão a maioria dos hoteis e do circuito turístico. Mas, por outro lado, a área de Palermo é a mais bonita, a que tem a maior concentração de restaurantes e lojas de design legais, feiras de arte, essas coisas.

Para mim, é simples: escolha um hotel que fique próximo, SUPER próximo (3 quarteirões no máááááximo) de uma estação de metrô, ou subte, como eles chamam. Como moro em Fortaleza e aqui não tem metrô, é claro que acho incrível. Com 20 minutos você de fato atravessa a cidade, e nossa, aquelas combinações são super primeiro mundo! Não tem nada como estar no final daquele passeio exaustivo, no subte, e não precisar andar pra chegar em casa. Se você só vai andar de táxi, aí né, tanto faz.

Mas fuja de: Recoleta, San Telmo e Puerto Madero. Aliás, não sei se tem hotéis em Puerto Madero (deve ter, né). Mas são super contra-mão, não são perto de absolutamente nada, e para pegar o metrô você tem que andar trezentos mil quarteirões.

Eu fico na casa de uma amiga minha que mora lá (oi, Morgana!), então não tenho poder de escolha. Onde ela estiver morando será. Mas, felizmente, das duas vezes a casa dela fica pertinho de uma estação de metrô, então facilita horrores (a gente inclusive fazia coisas como: pegamos o metrô, descemos em tal estação e aí pegamos um taxi para andar esses 15 quarteirõezinhos básicos).




E o táxi?
O táxi é muito barato, começa com uns $5 e são adicionados $0,59 a cada 2 quarteirões, algo assim. $0,59 são tipo como R$ 0,25. Ou seja. (enquanto a passagem do subte é $ 1,10. UM E DEZ. A passagem de ônibus - meia - aqui em Fortaleza está R$ 1!) Muitas pessoas falam das notas falsas, mas isso felizmente nunca aconteceu comigo. Acho que é muito lotérico, e os motoristas de táxi que peguei eram todos homens com um ar muito justo. Ouvi no avião a dica de só pegar rádio-taxis, mas ouvi no mesmo avião alguém dizer que pegou uma nota falsa de um rádio-taxi. Então não sei. Pegue o táxi quando estiver cansado e pronto.

Ah, outra coisa: decore as ruas que ficam entre o lugar que você vai. Ex: Cerviño y Ugarteche (rua Cerviño esquina com Ugarteche - haha, que nome engraçado), ou Marcelo T. de Alvear, entre Ayacucho y Junin.

Mas, para mim, o melhor meio de transporte em Buenos Aires é andar a pé. As ruas são lindas, arborizadas, e mesmo no verão sopra um vento geladinho. Existem vários cafés e livrarias por onde quer que você ande, e você pode se sentar para descansar, ler um Macanudo, tomar uma água e um pedaço de torta e continuar andando pelas ruas lindas.

E o perigo?
Além das notas falsas, existem muitos pick-pockets. Também nunca aconteceu comigo, graças a Dios. Se você pegar o metrô lotado, se abrace na sua bolsa e tente não dar brecha. Se o metrô tiver vazio, fique segurando. Você não anda de ônibus e deixa suas coisas à toa, certo? Então é só ter cuidado e atenção.

Em Buenos Aires não existem assaltos à mão armada, e é tranquilo andar de noite em alguns lugares. Como a Morgana falava: ande objetivamente. Olhe para onde você vai e decore o caminho antes de sair de casa, e vá andando. Quando eu saia para jantar com o Marcelo, por volta das 10 da noite, andávamos até o destino (ou íamos de metrô até onde desse), e voltavamos de táxi. Super tranquilo :)

Eu só evitaria o centro a noite (av. Corrientes e arredores), porque como todos os centros que eu conheço, o comércio fecha todo e fica esquisito. E no domingo à noite também, porque vários restaurantes fecham (??).


É isso!
Em muito breve, as dicas propriamente ditas de Buenos Aires. Se você tiver alguma dúvida, não hesite em perguntar.

E mais para frente, voltaremos à programação normal do blog: muitos desenhos e assuntos que não interessam a ninguém. Não se preocupe, uaheuihaieu.

25 anos. Mora no Rio de Janeiro, é carioca de alma, mas cearense de coração. É designer e está tentando se encontrar nesse mundo. Sou casada com meu melhor amigo, o Marcelo Bernardo, e mãe da Dindi the Boston.

Gosto de ler, de dormir de rede, de inspirações repentinas e de petit gateau. Mas o mundo seria muito melhor sem aliche gente que fura fila. Ah, e de vez em quando eu desenho.

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Esse blog está vestido com as roupas e as armas de Jorge, porque ninguém há de copiar esses textos e ilustrações sem dar o devido crédito.