Pottermore! Potter! More! Ahh! Brains!



No meio desse ano, próximo ao fim das manifestações da série fatídica que marcou a nossa vida (Harry Potter e as Relíquias da Morte parte II já estreou tem mais de dois meses... quem diria), todos os fãs de Harry Potter se reuniram com um único propósito: roer as unhas em frente ao canal do youtube da J. K. Rowling, onde várias corujas se acumulavam. Pistas foram escondidas pela web e os fãs, unidos numa tarde linda de frenesi que há anos não acontecia, se uniram para desvendar as dicas - letras escondidas numa espécie de google maps de bruxos.

Potter more. Pottermore! More POTTER!

Fiquei com o youtube como página inicial, vendo todas aquelas corujas se amontoarem, contando os dias para ouvir o pronunciamento oficial. Tá, era Pottermore e todos os fãs sabiam disso há praticamente anos, mas o que exatamente significava o Pottermore?


Sabe quando você está olhando os livros das seção infantil da livraria, e se depara com aqueles livros enormes de pop-ups? Onde você pode abrir janelinhas, gigar maçanetas e olhar dentro de armários, e ter uma interação maior com o livro. É isso, resumidamente, que é o Pottermore.

Consegui minha conta com uma amiga LINDA, e fui cheia de expectativa, meio sem saber o que esperar, mas sabendo que ia ficar satisfeita não importava o que fosse (por que eu sou fã e praticamente não sou xiita, então difícil não me agradar). Eu esperava mais um jogo, ou talvez mais uma rede bruxa social, mas o Pottermore é como um artifício a mais na leitura... É o livro do Harry Potter lindamente ilustrado, com coisinhas que você pode explorar, mas sem exatamente muita interação. Você não pode falar com os seus amigos, por exemplo. E é porque você tem uma coruja.


Agora, as partes que tem interação... Fizeram com que eu chorasse de emoção, de tão lindo. Primeiro, a escolha da varinha. O Sr. Garrick Olivander faz várias perguntas para você, nada óbvias, e no fim das contas você recebe a sua varinha, e descobre tudo sobre ela. Sycamore, pena de fênix, ligeiramente elástica, 37cm (minha varinha é um monstro de grande, vai saber). E, além disso, que ela é uma varinha questionadora, louca por experiências novas, perfeitas para donos curiosos e aventureiros.

Na parte do chapéu seletor, de longe a mais sensacional de toda a coisa, o teste é longo e tem que ser respondido com o coração. Eu nunca soube a qual casa pertenceria, e já fiz milhares de testes pela internet, todos dando resultados variados. Grifinória, claro, por ser do Harry, embora nunca tenha me identificado 100%. Não sou exatamente corajosa ou bravia.. Nem exatamente astuciosa, nem exatamente brilhante. Quando vi que a sala comunal da Corvinal tinha que responder uma charada para entrar toda vida, vi logo que ia passar 100% do meu tempo do lado de fora. Sou péssima em charadas. E ninguém quer ser da Lufa-lufa, coitada. Sou criativa, e aí? Para onde os criativos vão?

Vivi com esse questionamento durante todos os anos que estive com o Harry (drama), e vi todas as minhas questões se aproximarem de um fim com a chegada do Pottermore. Era resposta definitiva.


Quando fui selecionada pra Corvinal, fiquei supresa, feliz, tudo ao mesmo tempo (sou fã mesmo, não me julguem), e conforme fui lendo a minha carta de boas vindas as lágrimas começaram a escorrer.
Algumas pessoas podem nos chamar de excêntricos. Mas gênios sempre estão à frente das pessoas comuns, e ao contrário de algumas outras casas que podemos mencionar, nós achamos que você tem o direito de vestir o que quer, acreditar no que quer e dizer o que sente. Nós não somos intimidados por pessoas que marcham num ritmo diferente, nós as valorizamos!

Nunca tinha me pensado como uma Corvinal, mas agora tenho orgulho da minha casa. Tô afim até de comprar uma gravata com as cores e pendurar umas flâmulas no meu quarto.

Esses dois momentos de interação profunda valeram a experiência do Pottermore. Também é possível fazer poções (não muito bem; os gráficos não são perfeitos, vivem travando e o tempo de cura da poção é longo demais - de 85 a 100 minutos - pra nossa vida rápida), duelar (mas o serviço está fora do ar desde que entrei). E a melhor parte: o conteúdo extra! Sim! Disso que é feita a essência do Pottermore, encaixar todo o material que a Jo juntou todos esses anos, enquanto escrevia. No primeiro livro poucas informações extras foram dadas, e eu não vou dar spoiler, mas conhecemos tudo sobre a vida da prof. McGonagall!

Em resumo, o Pottermore é uma experiência tanto para os fãs xiitas loucos por mais, quanto para os que nunca tiveram contato com Harry Potter (oi?) e irão ter uma experiência de leitura mais completa. Eu nunca tinha visto isso antes, e com certeza essa iniciativa deve ser copiada por outros autores... Quem duvida?

Essa mulher é um gênio.
E, poxa, vamos Corvinal! Cadê vocês fazendo poções pra colocar a gente na frente da Sonserina?

Ahh, meu user é PotionSnidget196... Quem também já está cadastrado, me adiciona!

E quem não conseguiu se cadastrar através da Pena para ser um beta tester, as inscrições para o Pottermore estão previstas para abrir no final de outubro, já já (quem sabe no Halloween?). Vai demorar um pouco para todos terem acesso à experiência, mas com certeza está mais perto do que longe! É só cadastrar o email e esperar :)

25 anos. Mora no Rio de Janeiro, é carioca de alma, mas cearense de coração. É designer e está tentando se encontrar nesse mundo. Sou casada com meu melhor amigo, o Marcelo Bernardo, e mãe da Dindi the Boston.

Gosto de ler, de dormir de rede, de inspirações repentinas e de petit gateau. Mas o mundo seria muito melhor sem aliche gente que fura fila. Ah, e de vez em quando eu desenho.

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