Seis coisas que eu gostaria de fazer e ainda não fiz

1. Ir para algum lugar que tenha o céu estrelado perfeito
Nesses últimos meses viajando como uma louca, notei o quanto eu gosto de ficar em lugares amplos, silenciosos e na natureza. É meio estranho e eu nunca pensei que fosse ser esse tipo de gente, mas simplesmente, nada melhor do que uma paisagem linda e muda, o vento e eu. Sempre achei lindo o céu, mas nunca consigo ver as estrelas direito... Quando tinha uns 11 anos, eu estava na minha casa de praia com minha melhor-amiga-pra-sempre (no ano que ela morou aqui) e nós colocamos colchões em cima do carro do meu pai, apagamos todas as luzes e ficamos vendo. Tinha estrelas e foi mágico, mas não tinha todas as estrelas. Então... quero um dia estar num lugar (montanha? deserto?) e ver todas as estrelas me abraçando.

Ocean Sky from Alex Cherney on Vimeo.


É tão... lindo que é irreal! Isso não é photoshop? Is this real life?

2. Acampar perto de algum lago (num país de primeiro mundo)
Talvez tudo tenha começado com o Pateta - O Filme (meu filme favorito enquanto criança junto com Sonho de Verão e Anastácia). Talvez seja culpa só da minha viagem, ainda voltando à minha recém-descoberta paixão pela natureza, descobri que amaria acampar. Perto de um lago. Porque aqui tem muitos acampamentos festas em encontros, acampamento durante o carnaval com a galera, etc. Eu quero um acampamento sem gente barulhenta e jeito de encontro universitário, quero um acampamento numa paisagem linda, em que eu possa fazer uma fogueira, possa ficar observando, possa dormir vendo as estrelas e acordar vendo o orvalho. E sem o medo de ser sequestrada/assassinada a qualquer instante. Ok, vi muitos filmes e li muitos livros, mas viajando pelos Grandes Lagos do Reino Unido, vi várias famílias fazendo isso... Ou seja: é real. É possível. E vai acontecer.

Improvável, mas não totalmente impossível


3. Morar fora durante alguns anos
Penso na Austrália ou no Canadá, que são países bons, organizados e receptivos, que a moeda local não é absurdamente mais cara que o real e também não vão te julgar por estarem roubando os empregos (na minha cabeça, pelo menos). Mas só se for com meu sol-e-estrelas, porque né. Sem ele não tem nem sentido. Fora a liberdade de sair de casa, vivenciar outra cultura, sair um pouco do Brasil... Vamos lá, ainda vai acontecer.

4. Aprender a fazer coisas de mulherzinha: me pentear direito e fazer as unhas

Esse ano investi em produtos capilares e em acessórios, perdi horas da minha vida vendo vídeos de tutoriais no youtube para aprender a ajeitar o meu cabelo. Meu cabelo é uma coisa assim, abusada, que tem dia que está cacheado, outro está inflado e sem forma, no outro está liso-lindo-com-as-pontas-onduladas, outro dia está um rato morto. E, venhamos e convenhamos, eu aprendi a fazer tranças, mas tirando o dia da semana que ele resolve estar lindo, só saio de casa com o cabelo preso. No que alguns chamam de coque prodrinho, mas eu chamo de cocó, ou então de rabo de cavalo (e o rabo as vezes está lindo, as vezes cacheado, as vezes um balão). Preciso aprender a usar uma chapinha, uma escova, um baby liss, e ser diva sempre.

E simplesmente, não consigo pintar as unhas da mão direita. Mas pelo menos aprendi a me maquiar, graças a Dia de Beauté, a Marina Smith e a Julia Petit.

5. Fazer uma roadtrip

Com direito a muitas músicas lindas, fotos magníficas, o sol nascendo na estrada, diversão do começo ao fim e histórias para eu me lembrar pra sempre. E aí nem precisa ser fora não, pode ser pelas praias do Nordeste, pode ser pra onde for... Desde que seja mágico. Mas, para isso, eu preciso perder o medo de dirigir (tirei a carteira, passei três meses viajando e simplesmente voltei a estaca zero... ainda dirijo mal pra c###lho), afinal, regra básica da roadtrip é a alternação da direção.

6. Publicar meu livro
Porque ele já está escrito há anos, e eu sou perdidamente apaixonada por ele. E felizmente não estou sozinha, porque escrevi inteiro com a Monique (melhor-amiga-para-sempre - e, incrivelmente, nós escrevemos igual), então compartilhar um sonho como esses é um bom começo. Esse ano fizemos alguns progressos quanto à publicação, então, quem sabe no ano que vem isso não se realize?

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Mas ainda tem tanta coisa! Ver show da minha banda favorita (Foo Fighters), passear em Londres com meu namorado, me casar, ter vários puppehs, ter uma casa... Enfim. A gente sempre quer fazer alguma coisa. Esse é praticamente o sentido de viver.

25 anos. Mora no Rio de Janeiro, é carioca de alma, mas cearense de coração. É designer e está tentando se encontrar nesse mundo. Sou casada com meu melhor amigo, o Marcelo Bernardo, e mãe da Dindi the Boston.

Gosto de ler, de dormir de rede, de inspirações repentinas e de petit gateau. Mas o mundo seria muito melhor sem aliche gente que fura fila. Ah, e de vez em quando eu desenho.

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Esse blog está vestido com as roupas e as armas de Jorge, porque ninguém há de copiar esses textos e ilustrações sem dar o devido crédito.