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Eu sei que ando sumida. É natural que todos os blogs tenham um post "eu ando sumida, perdão", né? Eu, pelo menos, já li meu fair share deles, cada um com seus motivos. Mas bom, eu ando mesmo sumida! Gostaria de dizer que foi por causa da minha newsletter, que vingou super (não sei o que escrever naquele troço – dicas serão sempre bem-vindas), mas na verdade... O que será que foi?

E por que deixei de postar tanto no instagram? E não ter ideia do que fazer no snap?

A resposta é: juro que não sei. Estava aqui pensando, nessa manhã de domingo (hei de postar agora - sempre escrevo posts pela metade e nunca retomo, mas a vida né, gente), enquanto olhava esse link maravilhoso que a Analu compilou para a Pólen todas essas famílias felizes, nessa vida louca que é a internet, das pessoas que a gente conhece, das pessoas que viram nossas melhores amigas, das pessoas que a gente não entende como podem ter o mínimo interesse na nossa vida.

Mas aí é que está: vidas são tão interessantes, não é mesmo? A gente adora saber da vida alheia, mesmo que sejam os mistérios daquele seu colega de trabalho que não fala muito, ou daquelas pessoas que nunca vimos na vida real, mas que sabemos de todos os passos pelo Instagram. E onde é que eu me insiro nesse mundo? Por que minha vida seria de mínimo interesse para as pessoas?

Não sei responder, mas o fato é que estou no rolê das internets desde sempre, ganhando coisas maravilhosas (amigas, e não dinheiro). Mas, no último ano, resolvi falar mais sobre amenidades do que exatamente sobre mim. Meus conflitos passaram a ser só meus, e até que na chegada de 2016, eu diminuí o ritmo até mesmo do Instagram, que sempre foi minha rede social favorita. E o que aconteceu?

Sou muito do time que acha que, se compartilhar demais, estraga. Só mostro o superficial, e o que importa acaba ficando pra gente, família & amigos mesmo. Mas então olhando a vida dessas pessoas e famílias maravilhosas me deu tanta vontade de compartilhar mais: do mesmo jeito que tem pessoas que estão ali, obsessivamente torcendo contra e dando F5 para ver se você atualiza, tem um montão de gente do bem que está louco para ver o seu bem, saber como você anda, e como você está.

Então, gente! Estou bem! Tem acontecido um monte de coisa importante na minha vida, uma seguida da outra, dessas que eu não gosto muito de compartilhar. Espera dar certo, né?

Nesse meio tempo, aconteceram algumas coisas:

  • Participei do meu primeiro SPFW! Não como blogueira, mas como parte da equipe da Lenny. Estou muito feliz com meu trabalho de designer de estampas, e não acredito até hoje que está dando certo! Falei um pouco sobre isso na minha news (assina!), mas aqui vai um resumo: é uma loucura, um trabalho enorme, um chororô, um estresse de nascer mais uns 25 cabelos brancos (precisamos falar sobre meus cabelos brancos), um milhão de coisas que dá errado, para, no fim, dar certo. São oito minutos de emoções à flor da pele: meus desenhos ali, sendo desfilados, e mostrados no mundo inteiro! Mas, ao mesmo tempo, não são meus desenhos, e sim o trabalho de toda aquela equipe maravilhosa que deu o sangue junto para aquilo funcionar. Se você quiser ver o desfile, já tem no youtube! (não posso dizer o que desenhei) (mas foram várias coisas legais) (pode ter sido os peixes e o tigre)
  • Durante a SPFW, vi muita gente fazendo snap, o que me deu toda uma perspectiva de outsider. São pessoas, cercadas de pessoas, fazendo vídeos de si mesmas narrando tudo, sem ver o que os outros estão fazendo, 24h por dia. Qual o propósito? Não sei como as pessoas não esbarravam umas nas outras, de tanta gente andando por aí olhando para si mesmo falar. Se isso não é uma grande metáfora do século XXI, eu não sei o que é; mas juro que vou tentar atualizar mais, mostrando as bizarrices de Vovó, ou minha bela face, não sei.
  • Consegui fazer com que uma planta que compramos não morresse, so far, so good;
  • Marcelo está empenhadíssimo no seu projeto do mestrado, mas fico com audição de túnel sempre que ele começa a narrar coisas sobre "revisão sistêmica" "ambiente virtual de aprendizagem". Gostaria de entender mais, mas ao mesmo tempo...
  • Participei de uma seleção super legal, que tinha todas as good vibes do mundo, mas infelizmente não deu certo. Ela está na lista de coisas positivas porque já achei o máximo ter sido cogitada, o que por si só já foi a realização de um sonho.
  • Eu tenho uma sobrinha! Ela é linda!
  • Estamos com uma ultra major novidade, que será incrível, mas essa eu vou esperar dar certo para narrar todas as sagas. Mas coloquem energias de amor, por favor?
  • Fiz a unha do pé, falei com um cachorro maravilhoso na rua logo em seguida, e ele pisou no meu pé sem querer com suas patinhas gordinhas, mas acabou machucando - dois meses depois, minha unha está aqui prestes a cair :) Mas comprei um pacote de bandaids do Star Wars, all was well.
  • Não consigo ler 01 livro com sucesso, terminei de ler a trilogia dos Magicians e detestei amei, por favor alguém nesse mundo tem que ler para poder debater comigo. Não aguento mais estar sozinha.

Consegui fugir para o Ceará num feriado, e teve Beebee no mar


Acredito que esses sejam os tópicos mais importantes (hahah). No mais, sigo trabalhando intensamente, inclusive nos fins de semana, mas tá tudo dando certo. Quero muito aparecer de novo por aqui em breve, contando ótimas novidades e talvez até dando um impulso novo neste blog. Qualquer coisa, sigo tentando juntar três palavrinhas para enviar na news, umas fotinhas pra postar no instagram, e umas selfens no snap. Pode ser que eu continue aqui debaixo da minha pedra. Nunca se sabe.

De qualquer forma, até breve!

Estação Primeira de Nós Dois: DEZ



Parece muito louco que você compartilhe dez (dez!) anos da sua vida ao lado de uma pessoa. E é mesmo. Fiz essa tirinha ontem na aula, porque sempre que o pensamento que estamos juntos há uma década (DEZ ANOS) me bate, eu não consigo deixar de ficar surpresa. Dez anos. Sorrindo um pro outro. Deitados na cama, conversando sobre o dia. Rindo. Gargalhando. Pensando "e se esse filme fosse protagonizado pelo Rob Schneider?". Tendo dúvidas existenciais sobre o almoço e o jantar.

Dez anos de nós. Dá pra acreditar?

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O blog está às moscas, não tenho nenhuma desculpa para dar. Mas se servir de consolo (não serve), tentei fazer uma newsletter, consegui mandar um total de três exemplares, e pode ser que eu apareça por lá esses dias. Eu sei que te motivei bastante, mas assina?

Dois mil e dezeseja

Ou outro trocadilho horroroso da vez

(só eu acho um pavor essa história de trocadilho meio poema? Tipo dois mil e doce, Ser-tembro, Ferve-reiro, dois mil e ter-se, (a)mar o mar, etc?)

2016 começou como uma força da natureza, atropelando tudo que vinha pela frente, eu incluso. Pelo menos me senti assim nessa primeira semana, como quem pega o bonde andando. Não que isso seja ruim, muito pelo contrário: começar o ano com esse pique, uma energia diferente que eu nem sabia que existia, uma subida super alta em super pouco tempo.

Barra-Nova é assim sempre ok beijos
Não costumo fazer textos de retrospectiva aqui (nem em qualquer outro lugar), mas costumava escrever no meu diário (por que todo mundo só chama de journal?) sempre no primeiro dia do ano. Agenda nova, tudo limpinho, e aquela primeira página esperando para você encher de sonhos e vontades. Minha agenda desse ano é da koreia e ela já começou em dezembro do ano passado, que é um pouco o que eu sinto que foi 2016 também.

Depois de um 2015 muito difícil, com um montão de percalços, um sem-fim de saudades, o fim do ano tranquilo era um sossego no meu coração ansioso. 15 dias de praia e tranquilidade no fim de 2015, e mais 15 dias no início de 2016. Mas a vida deu um twist e terminou a temporada antes com um cliffhanger, e do nada, dezembro já parecia um novo começo, e janeiro parece que tem meses. Embora a temporada na praia tenha sido drasticamente reduzida, acho que ela serviu para algumas coisas, especialmente para olhar para si. Percebi que, embora realmente não me identifique com Fortaleza e me sinta um estranho no ninho onde nasci, que meu apartamento e a casa de praia continuam inabaláveis. Entendo a vontade do meu irmão de chegar no aeroporto e pegar o carro direto para a Barra-Nova: não existe um sentimento de raiz tão forte como naquela praia. Sim, sinto falta de casa. Mas minha casa, definitivamente, não é Fortaleza.

Minha mãe, muito sábia, falou que 2015 havia sido bem difícil, mas que alguns anos são assim: anos de plantio. A gente vai fazendo tudo no escuro, sem saber no que vai dar, lotado de insegurança e aflição, semeando o que a gente nem sabe. Aí, numa virada de ano, vem o ano da colheita. Não sei se em 2016 irei continuar plantando ou se já começarei a colher, mas, de qualquer forma, estarei aqui.

E para não dizer que 2015 foi só o terror, eu:

1. Casei
2. Fui morar com meu melhor amigo
3. Mostrei a cidade onde eu vivi para as minhas melhores amigas
4. Percebi que o Rio é minha casa
5. Dancei até de manhã
6. Realizei meu sonho e assisti ao show da minha adolescência
7. Abracei a adolescência tardia e pintei o cabelo de rosa
8. Superei (parte das) minhas inseguranças, e abri meu negócio de convites personalizados

E que em 2016 eu quero:

1. Acreditar mais no meu trabalho
2. Colocar para frente meus projetos de quadrinhos e zines
3. Desenhar mais
4. Ser feliz!
5. Dindi

Acho que tá bom, né?






25 anos. Mora no Rio de Janeiro, é carioca de alma, mas cearense de coração. É designer e está tentando se encontrar nesse mundo. Sou casada com meu melhor amigo, o Marcelo Bernardo, e mãe da Dindi the Boston.

Gosto de ler, de dormir de rede, de inspirações repentinas e de petit gateau. Mas o mundo seria muito melhor sem aliche gente que fura fila. Ah, e de vez em quando eu desenho.

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Esse blog está vestido com as roupas e as armas de Jorge, porque ninguém há de copiar esses textos e ilustrações sem dar o devido crédito.